Os porcos-espinhos são mamíferos roedores conhecidos pelo corpo coberto de espinhos, estruturas rígidas que servem como uma importante defesa contra predadores. Apesar do nome, eles não têm relação próxima com os porcos e pertencem à ordem Rodentia, a mesma dos ratos, castores e capivaras.
Pertencente às famílias Erethizontidae, no continente americano, e Hystricidae, no Velho Mundo, as espécies habitam florestas, desertos e savanas. Os espinhos são pelos modificados, feitos principalmente de queratina, e podem apresentar diferentes tamanhos, formatos e cores.
Ao contrário de uma crença popular, o porco-espinho não consegue lançar os espinhos contra um inimigo, mas pode eriçá-los e usar a cauda ou o corpo para se defender. Quando um predador tenta atacá-lo, o animal pode causar ferimentos dolorosos ao contato com essas estruturas.
A alimentação varia de acordo com a espécie e costuma incluir folhas, frutos, raízes, cascas, sementes e outras partes de plantas. Algumas espécies também roem madeira e podem procurar fontes de minerais, como o sal, em determinados ambientes.
Em geral, os porco-espinhos são animais de hábitos noturnos e têm um comportamento discreto, com períodos de descanso durante o dia. A reprodução também varia entre as espécies, mas os filhotes costumam nascer com espinhos macios, que endurecem pouco tempo depois.
O tamanho desses animais pode variar bastante, e algumas espécies chegam a ultrapassar um metro de comprimento, quando considerada a cauda. Na natureza, os porcos-espinhos desempenham funções importantes ao consumir vegetação, dispersar sementes e modificar o ambiente por meio de seus hábitos alimentares.
Apesar da aparência ameaçadora, um porco-espinho costuma evitar confrontos e pode atacar quando se sente ameaçado. Algumas espécies sofrem com perda de habitat, caça predatória e conflitos com atividades humanas, fatores que podem afetar suas populações.