A pesquisa, conduzida com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), analisa cerca de 250 animais e busca entender se as alterações físicas estão relacionadas à contaminação por metais no ambiente.
Introduzida há mais de 100 anos para controlar pragas, a espécie não cumpriu essa função e ainda pode ameaçar animais endêmicos da ilha, como a mabuya e caranguejos locais.
Entre as possíveis hipóteses consideradas pelos pesquisadores para as deformidades estão a alimentação dos animais, possíveis danos a órgãos internos e a presença de metais pesados na água, sedimentos e no sangue dos sapos.
Além disso, os cientistas pretendem comparar os dados da ilha com registros do Caribe e verificar diferenças entre sapos saudáveis e deformados. Os resultados podem levar cerca de seis meses e serão apresentados ao ICMBio.
Fernando de Noronha fica no Atlântico, a cerca de 545 quilômetros de Recife, e pertence a Pernambuco. Suas ilhas abrigam espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo. Essa biodiversidade torna a região especialmente importante para a conservação.
Fernando de Noronha atrai turistas pelas praias de águas transparentes e pelas paisagens de grande beleza. O arquipélago também encanta quem busca mergulhar e observar a vida marinha. Trilhas e passeios de barco completam as opções para conhecer suas belezas naturais.