Animais

Menina de 12 anos sofre sangramentos nasais e descobre sanguessuga alojada na garganta


Uma menina de 12 anos precisou de atendimento médico após beber água não tratada de um riacho em Herat, no Afeganistão, e passar uma semana com irritação na garganta, dificuldade para engolir, tosse e sangramentos nasais. E a causa surpreendeu os profissionais de saúde.

Por Flipar
Pexels/Fran Taquionica

No hospital, os médicos descobriram uma sanguessuga de 8 centímetros presa à garganta da adolescente, provavelmente ingerida quando ela bebeu a água. O animal foi retirado com uma pinça, mas a menina apresentou anemia leve e precisou tomar ferro.

Reprodução/Clinical Case Reports

O caso, publicado na revista científica Clinical Case Reports, alertou para os riscos da ingestão de água contaminada, especialmente entre crianças. A saliva das sanguessugas contém hirudina e outras substâncias que dificultam a coagulação e dilatam os vasos sanguíneos, o que pode provocar sangramentos persistentes.

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As sanguessugas são animais invertebrados pertencentes ao filo dos anelídeos, o mesmo grupo que inclui as minhocas. Elas possuem corpo alongado e segmentado, além de ventosas nas extremidades que ajudam na locomoção e na fixação.

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As espécies hematófagas localizam seus hospedeiros por meio de estímulos relacionados ao calor, ao movimento e a substâncias liberadas pela pele. Para se alimentar, algumas espécies fazem uma pequena perfuração na pele e liberam substâncias que impedem a coagulação do sangue.

Wikimedia Commons/PJeganathan

A hirudina tornou as sanguessugas importantes para estudos médicos e aplicações terapêuticas. A hirudoterapia, técnica que utiliza sanguessugas sob supervisão profissional, pode auxiliar em determinados procedimentos para melhorar a circulação sanguínea.

István Asztalos/Pixabay

Outras espécies podem parasitar peixes, anfíbios, aves, mamíferos e até seres humanos. Apesar da aparência assustadora para muitas pessoas, elas não costumam representar ameaça grave aos humanos quando o contato ocorre de forma ocasional.

Reprodução/Pixabay