Embora seja popular em todo o mundo, a origem da batata frita ainda é motivo de controvérsia. Bélgica e França disputam a criação da versão tradicional, cortada em palitos, enquanto outras histórias estão relacionadas ao surgimento das batatas chips, em fatias finas e crocantes.
Uma das teorias aponta que a batata frita surgiu na França, onde já existiam receitas de batatas preparadas em gordura quente no século XVIII. A obra culinária francesa “Les Soupers de la Cour”, publicada originalmente em 1755, é citada entre os registros históricos dessas preparações.
Na Bélgica, as batatas fritas são tradicionalmente servidas em cones de papel. Segundo uma lenda local, no século XVII, um inverno rigoroso teria congelado o rio Mosa, na região de Namur, impedindo a pesca. Sem acesso aos peixes, os moradores teriam passado a cortar batatas em formatos semelhantes e fritá-las em gordura quente. A história, porém, não tem comprovação histórica.
Outra teoria sobre a origem da batata frita aponta para o Chile. Um relato de 29 de novembro de 1629, registrado pelo soldado espanhol Francisco Núñez de Pineda y Bascuñán, menciona batatas fritas servidas por indígenas durante uma refeição no Forte de Nacimiento. O episódio é considerado uma possível evidência histórica, mas não comprova que o preparo fosse igual ao atual.
Nos Estados Unidos, a batata está entre os vegetais mais consumidos, especialmente nas versões frita, chips e em produtos congelados ou processados. As batatas fritas também são um dos acompanhamentos mais populares nas redes de fast-food, geralmente servidas com hambúrgueres e outros lanches.
Originária da América do Sul, a batata foi levada pelos espanhóis à Europa no século XVI e, posteriormente, difundiu-se pelo Brasil. Embora existam relatos de preparações fritas desde séculos anteriores, foi no século XIX que a batata frita ganhou maior popularidade na Europa, consolidando-se como uma especialidade gastronômica.
A batata é fonte de carboidratos, vitaminas, minerais e fibras, além de conter compostos antioxidantes. No entanto, quando preparada por fritura, absorve gordura e se torna mais calórica, especialmente se consumida com excesso de sal. Por isso, apesar do sabor e da popularidade entre adultos e crianças, a versão frita deve ser consumida com moderação.
O consumo frequente e excessivo de batatas fritas pode contribuir para o ganho de peso e estar associado a um maior risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Alguns estudos também identificaram uma associação entre o consumo frequente de frituras e sintomas de ansiedade e depressão, mas não comprovaram uma relação de causa e efeito. O tipo de óleo, sua reutilização e a quantidade de sal também influenciam os riscos à saúde.
Quando o óleo é aquecido excessivamente ou reutilizado várias vezes, sofre alterações químicas que podem favorecer a formação de substâncias prejudiciais à saúde, como a acroleína, um composto tóxico e irritante. Por isso, controlar a temperatura da fritura e evitar o uso repetido do óleo são cuidados importantes para reduzir os riscos.
Para quem busca opções mais saudáveis, a batata pode ser preparada na air fryer, no forno ou até no micro-ondas. Esses métodos permitem reduzir ou dispensar o uso de óleo, diminuindo a quantidade de gordura e calorias em comparação com a fritura tradicional. Com os temperos certos, é possível manter o sabor e aproveitar melhor os benefícios do alimento.