A cada ciclo eleitoral, o nome de Luciano Huck ressurge como uma alternativa para a presidência da República. Embora hoje esteja focado em seu programa na TV Globo, o apresentador já esteve muito perto de entrar na disputa pelo Palácio do Planalto, especialmente em 2018, quando articulou uma candidatura que mobilizou o cenário político nacional.
Naquele ano, Huck se movimentou intensamente nos bastidores. Ele participou de encontros com lideranças partidárias, economistas e intelectuais, além de ter sido um dos incentivadores de movimentos de renovação política, como o Agora! e o RenovaBR. A ideia era construir uma candidatura de centro, que se apresentasse como uma opção à polarização que já se desenhava no país.
A articulação avançou a ponto de pesquisas internas serem encomendadas para medir sua viabilidade eleitoral. Contudo, ainda em novembro de 2017, após meses de especulação e pressão de aliados, Huck publicou um artigo no jornal “Folha de S.Paulo” anunciando que não seria candidato em 2018. Na ocasião, ele afirmou que seguiria contribuindo com o debate público, mas de fora da corrida eleitoral de 2018, priorizando sua família e sua carreira na televisão.
A escolha pela TV e o recuo em 2022
Quatro anos depois, na eleição de 2022, seu nome voltou a ser cogitado. Desta vez, porém, o movimento foi bem menos intenso. A decisão de assumir o comando do “Domingão”, após a saída de Fausto Silva da TV Globo, foi vista pelo mercado como um sinal claro de que seus planos políticos haviam sido, no mínimo, adiados por um longo prazo.
Assumir o principal horário da televisão brasileira aos domingos representou um passo decisivo em sua carreira como comunicador, tornando uma candidatura presidencial praticamente inviável. O compromisso com a emissora e com o público consolidou sua posição como uma das figuras mais influentes da mídia, mas o afastou da arena político-partidária.
Apesar dos recuos, a imagem de Huck permanece associada a um perfil de gestor bem-sucedido e com sensibilidade para questões sociais, capitalizando a visibilidade que seus projetos assistenciais ganham na TV. Sua capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade e sua enorme popularidade garantem que seu nome continue sendo uma peça relevante no tabuleiro político, mesmo que ele opte por permanecer apenas como um espectador influente.









