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El Niño e La Niña: como esses fenômenos climáticos afetam o Brasil

Por Lara
21/04/2026
Em Cidades
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O El Niño e a La Niña são fenômenos climáticos que ocorrem no Oceano Pacífico, mas seus efeitos alteram o clima em todo o planeta, incluindo o Brasil. Eles representam duas fases opostas de um mesmo ciclo: uma de aquecimento e outra de resfriamento das águas equatoriais do Pacífico, impactando diretamente o regime de chuvas e as temperaturas em diversas regiões brasileiras.

Compreender a diferença entre eles é fundamental para antecipar períodos de seca ou de chuvas intensas, que afetam desde a agricultura até o abastecimento de energia. Esses eventos não são novos, mas sua frequência e intensidade têm chamado mais atenção nos últimos anos.

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Como o El Niño age no Brasil

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Essa mudança na temperatura da superfície do mar altera a circulação dos ventos e a formação de nuvens de chuva, gerando consequências bem definidas para o nosso país.

Na prática, o fenômeno provoca um aumento significativo das chuvas na região Sul, elevando o risco de enchentes em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste enfrentam o oposto: períodos de seca prolongada e temperaturas acima da média, o que prejudica lavouras e reservatórios.

Os efeitos do La Niña

Já o La Niña representa a fase de resfriamento das águas do Pacífico Equatorial. Seus efeitos no Brasil são praticamente o inverso do El Niño. A região Sul passa a enfrentar tempo mais seco, com risco de estiagem e quebras de safra, além de ondas de frio mais intensas durante o inverno.

Enquanto isso, as chuvas se tornam mais frequentes e volumosas no Norte e no Nordeste, favorecendo a recuperação de rios e açudes, mas também aumentando o alerta para inundações e deslizamentos de terra. No Sudeste e Centro-Oeste, os dois fenômenos podem influenciar as temperaturas e a regularidade das chuvas, mas de forma menos direta.

A alternância entre El Niño, La Niña e períodos de neutralidade climática é monitorada constantemente. O acompanhamento dessas fases é crucial para o planejamento de setores estratégicos, como a defesa civil e o agronegócio, permitindo que o país se prepare para os impactos de cada um desses eventos.

Tags: BrasilCiênciael niñofenômenos climáticosla niña
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