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Isenção fiscal na Reforma Tributária: o que muda no seu bolso?

Por Larissa
21/05/2026
Em Brasil
Banco Master: saiba como funciona ressarcimento de valores

Créditos: depositphotos.com / verganifotografia

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A isenção fiscal, tema que ganhou destaque com a Reforma Tributária, é quando o governo abre mão de cobrar impostos sobre determinados produtos ou serviços. Em 2026, com a reforma entrando em sua fase de implementação, essa decisão tem um efeito direto no seu carrinho de compras e nas contas do fim do mês, influenciando os preços de alimentos a medicamentos.

Este ano marca o início da transição do antigo sistema para o novo modelo de IVA Dual. É uma fase de testes, na qual a implementação completa ocorrerá de forma gradual até 2033. Na prática, o Brasil está substituindo tributos como IPI, PIS/Cofins e ICMS por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

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Essa ferramenta de política econômica busca equilibrar o desenvolvimento e as necessidades sociais. Por exemplo, a isenção de impostos sobre equipamentos médicos pode modernizar hospitais. Já a redução de tributos para a produção de energia renovável visa acelerar a transição para fontes mais limpas e sustentáveis.

Como a isenção fiscal chega ao seu bolso?

O impacto mais visível da isenção fiscal está nas gôndolas dos supermercados e nas farmácias. Quando o governo concede esse benefício a certos produtos, a diferença é sentida diretamente no caixa. O mecanismo é simples: menos impostos na cadeia produtiva significam um produto mais barato para o consumidor final.

Com a nova reforma, alguns exemplos de setores que recebem isenção ou redução de impostos incluem:

  • Cesta básica: A nova Cesta Básica Nacional prevê isenção total de impostos para itens essenciais como arroz, feijão, leite, açúcar, macarrão, sal, manteiga, carnes, peixes, farinha de mandioca e de milho.
  • Livros e material escolar: A imunidade tributária para livros foi mantida para incentivar a educação e a cultura, tornando o acesso ao conhecimento mais barato.
  • Medicamentos: Diversos medicamentos, principalmente os destinados ao tratamento de doenças graves, passam a ter isenção total de IBS e CBS. O mesmo vale para diversos serviços de educação.
  • Transporte público: O serviço continua a receber tratamento diferenciado, com subsídios ou isenções, para manter a tarifa em um patamar acessível para a população.

Além das isenções, a reforma instituiu o mecanismo de cashback, que prevê a devolução de parte dos impostos pagos para famílias de baixa renda, tornando o sistema tributário mais justo.

Qual é o outro lado da moeda?

Apesar dos benefícios diretos para o consumidor, a concessão de isenções fiscais gera um debate complexo. Afinal, os impostos são a principal fonte de receita do governo para investir em serviços públicos como saúde, segurança e educação. Com o novo sistema, a discussão ganha uma nova dimensão, pois a unificação dos tributos busca mais transparência.

Se um setor paga menos, outros podem ter a carga tributária aumentada para compensar a perda de arrecadação, ou pode haver uma redução nos investimentos públicos. Por isso, o debate sobre quais setores devem receber benefícios é tão estratégico. Cada escolha impacta não apenas a economia do país, mas também o preço final que você paga por um cafezinho ou pelo pão na padaria.

Tags: Brasilisenção fiscalreforma tributária
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