O anúncio, em março de 2024, de que a princesa de Gales, Kate Middleton, passaria por uma “quimioterapia preventiva” gerou muitas dúvidas sobre o tratamento. Na prática, o procedimento é conhecido na medicina como terapia adjuvante, uma abordagem comum realizada após a remoção cirúrgica de um tumor para reduzir o risco de a doença retornar.
Kate Middleton concluiu o tratamento em setembro de 2024 e, em janeiro de 2025, anunciou publicamente que estava em remissão, destacando a eficácia da abordagem preventiva em seu caso. O tipo específico de câncer não foi revelado pela família real.
Essa terapia é aplicada mesmo quando não há evidências visíveis de células cancerígenas remanescentes no corpo. A cirurgia inicial, como a abdominal pela qual a princesa passou em janeiro de 2024, tem o objetivo de extrair todo o tumor. Contudo, células microscópicas podem ter se espalhado antes da operação.
O objetivo do tratamento adjuvante é justamente eliminar essas células ocultas, que são indetectáveis por exames de imagem atuais. Ao fazer isso, a terapia diminui significativamente as chances de o câncer voltar no futuro, um evento conhecido como recidiva.
Como funciona o tratamento?
A quimioterapia preventiva utiliza medicamentos para destruir células de crescimento rápido, como as cancerígenas. A escolha dos fármacos, a duração do tratamento e a frequência das sessões dependem de vários fatores. Entre eles estão o tipo de câncer, o estágio em que foi diagnosticado e as características específicas do tumor, analisadas após a cirurgia.
O plano terapêutico é sempre personalizado. Em alguns casos, pode envolver sessões semanais ou a cada poucas semanas, por um período que geralmente varia de três a seis meses. Os medicamentos podem ser administrados por via intravenosa (na veia) ou oral (comprimidos).
Os efeitos colaterais são semelhantes aos da quimioterapia convencional, podendo incluir fadiga, náuseas e queda de cabelo. A intensidade dessas reações varia muito de acordo com os medicamentos utilizados e a resposta individual de cada paciente ao tratamento.
Quando a terapia é indicada?
A recomendação para a quimioterapia adjuvante ocorre após a análise patológica do tumor removido. Os médicos avaliam o tamanho, o grau de agressividade e se há sinais de que o câncer poderia se espalhar para outras partes do corpo, mesmo que ainda não tenha se manifestado.
Esse tipo de abordagem é frequentemente utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, como os de mama, cólon e ovário. A decisão de iniciar a terapia é sempre baseada em um balanço entre os potenciais benefícios de prevenir a volta da doença e os possíveis efeitos colaterais do procedimento.
Especialistas explicam como funciona o tratamento ao qual a Princesa de Gales foi submetida e em quais casos ele costuma ser indicado pelos médicos.









