A temporada de grama no tênis profissional está a todo vapor, com torneios como o Halle Open servindo de preparação para Wimbledon. Para os fãs, é a oportunidade de acompanhar o tradicional tênis na grama, marcado por partidas mais rápidas e dinâmicas. Já para os atletas, a superfície exige adaptação constante e aumenta significativamente o risco de lesões.
Diferente do saibro ou das quadras duras, a grama é uma superfície viva e irregular. A bola não quica de forma previsível; ela desliza, mantendo-se baixa e acelerando após o contato com o solo. Isso força os jogadores a flexionarem mais os joelhos e a reagirem em frações de segundo, um teste constante para os reflexos.
O resultado é um estilo de jogo muito mais ofensivo. Pontos mais curtos são a norma, e tenistas com saques potentes e habilidade no voleio levam grande vantagem. A troca de bolas extensa, comum em outras superfícies, dá lugar a uma busca constante por definir o ponto rapidamente na rede.
Tênis na grama: o desafio para o corpo
Essa velocidade toda tem um preço para o corpo. O piso de grama é naturalmente mais escorregadio, e mesmo com calçados especiais, os atletas precisam de um trabalho de pés muito preciso para evitar quedas e escorregões. Movimentos bruscos e mudanças de direção se tornam mais perigosos.
As lesões mais comuns nesta época do ano envolvem as articulações dos membros inferiores. Torções no tornozelo e no joelho são frequentes, assim como estiramentos na virilha, causados por arrancadas e deslizes inesperados. A adaptação física, portanto, é tão crucial quanto a técnica para ter sucesso e se manter saudável.
Para enfrentar essas condições, os tenistas precisam de ajustes específicos que vão além da tática de jogo:
- calçado adequado: os tênis para grama possuem pequenas travas na sola, semelhantes a chuteiras, para garantir maior aderência e estabilidade ao piso.
- ajuste nos golpes: o tempo de reação é menor, então os movimentos precisam ser mais curtos e compactos. A preparação do golpe, especialmente o backswing, é reduzida.
- preparação física: o treino foca em fortalecer o core (centro de força do corpo) e melhorar o equilíbrio. Exercícios de propriocepção são essenciais para evitar torções.










