Apesar de o Brasil estar localizado no centro de uma placa tectônica estável, longe das bordas onde ocorrem os grandes abalos, o país não está imune a terremotos. Eventos sísmicos de baixa e média intensidade são registrados com certa frequência e, ao longo da história, alguns tremores mais fortes já assustaram a população e causaram danos.
A atividade sísmica no território brasileiro acontece devido a grandes fraturas na crosta terrestre, conhecidas como falhas geológicas. A pressão acumulada nessas áreas se dissipa em forma de tremores, que podem ser sentidos na superfície. Embora a maioria seja imperceptível, o histórico mostra que eventos de maior magnitude não são impossíveis.
Os maiores terremotos registrados no Brasil
O maior terremoto já registrado instrumentalmente no país ocorreu em 31 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso. Com uma magnitude de 6.3 na escala Richter, o abalo foi sentido em uma área ampla, mas, por ter ocorrido em uma região pouco habitada, não há registros de vítimas ou grandes prejuízos materiais.
Outro evento marcante aconteceu na cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte, em 1986. Um sismo de magnitude 5.1 atingiu a região, causando danos a centenas de imóveis e forçando a evacuação de parte da população. O evento ficou conhecido como o “terremoto de João Câmara” e é um dos mais estudados do país.
Mais recentemente, em 2007, um tremor de 4.9 de magnitude em Itacarambi, Minas Gerais, teve consequências trágicas. O abalo provocou o desabamento de uma casa e causou a que é considerada a única morte diretamente relacionada a um terremoto na história do Brasil. O evento serviu como um alerta sobre a vulnerabilidade de construções em áreas de risco.
Quais são as áreas de maior risco?
As regiões com maior atividade sísmica no Brasil são a borda oeste da Amazônia, no estado do Acre, a região do Pantanal e a Faixa Sísmica de Pernambuco-Rio Grande do Norte. Esta última, no Nordeste, é a mais ativa e onde se concentra a maior parte dos pequenos e médios tremores. Nesses locais, a ocorrência de abalos é uma possibilidade constante, ainda que de intensidade geralmente baixa.










