Conhecida como “Rodovia da Morte”, a BR-116 é a maior rodovia totalmente pavimentada do Brasil, cortando o país de norte a sul por aproximadamente 4.600 quilômetros. Sua importância econômica é inegável, mas a fama negativa se deve aos altos índices de acidentes em pontos específicos. O grande volume de veículos, especialmente caminhões, combinado a trechos urbanos e serras sinuosas, cria um cenário de risco constante para motoristas.
Embora toda a sua extensão exija atenção, algumas áreas se destacam pelo perigo. A lista a seguir destaca cinco pontos historicamente críticos da BR-116, com base em suas características de risco e no intenso fluxo de veículos, não representando um ranking oficial atualizado. Conhecer esses locais é fundamental para uma viagem mais segura.
1. Serra do Cafezal, São Paulo
Localizado entre os municípios de Miracatu e Juquitiba, este é um dos trechos mais desafiadores. A pista sinuosa, com curvas fechadas, declives acentuados e a presença constante de neblina, exige máxima atenção. O alto fluxo de caminhões pesados torna o tráfego lento e aumenta o risco de colisões, principalmente em condições de baixa visibilidade.
2. Região Metropolitana de Curitiba, Paraná
O trecho que atravessa a capital paranaense, conhecido como Contorno Leste, é um ponto de convergência entre o tráfego local e o de longa distância. A mistura de carros, motos e caminhões, somada aos múltiplos acessos a bairros e cidades vizinhas, resulta em um trânsito complexo e com alto potencial para acidentes, especialmente nos horários de pico.
3. Baixada Fluminense, Rio de Janeiro
A passagem da BR-116 pela Baixada Fluminense é marcada por um trânsito extremamente denso e caótico. A proximidade com áreas urbanas populosas, o grande número de passarelas e acessos, além de questões de segurança pública, tornam a condução neste trecho tensa e perigosa.
4. Trecho de Feira de Santana, Bahia
Por ser um dos maiores entroncamentos rodoviários do Nordeste, a região de Feira de Santana concentra um fluxo massivo de veículos de carga e de passageiros. O perímetro urbano da rodovia é especialmente crítico, com congestionamentos frequentes e um alto número de atropelamentos e colisões laterais.
5. Vale do Sinos, Rio Grande do Sul
O trecho que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo atravessa uma das áreas mais industrializadas e povoadas do estado. O trânsito intenso de veículos leves, que se deslocam entre as cidades da região, e o grande volume de caminhões criam um cenário de congestionamentos diários e elevado risco de acidentes.










