A ciência avança em uma direção que pode acabar com o medo de agulhas. Pesquisas ainda em fase experimental desenvolvem imunizantes em formato de adesivo e spray nasal, prometendo uma aplicação indolor, mais simples e com potencial para revolucionar as campanhas de vacinação.
O objetivo dessas novas tecnologias é tornar a imunização mais acessível e menos intimidadora. A expectativa é que, ao eliminar a necessidade de seringas, a adesão do público aumente, principalmente entre crianças e pessoas que têm fobia de injeções. Além disso, a logística de distribuição e aplicação seria simplificada.
Como funcionam as vacinas em spray?
A ideia é simples: em vez de uma picada no braço, a pessoa recebe um jato do imunizante em cada narina. Essa tecnologia foca em criar uma barreira de proteção diretamente nas mucosas do nariz e da garganta, que são as principais portas de entrada para vírus respiratórios, como o da gripe e o coronavírus.
Ao estimular uma resposta imune no local da infecção, a vacina nasal pode ser mais eficaz em impedir que o vírus se instale no corpo. Vários laboratórios ao redor do mundo já testam versões para diferentes doenças. A tecnologia ainda está sendo testada em animais e precisará passar por ensaios clínicos em humanos.
E os imunizantes em adesivo?
Outra aposta promissora é a vacina em formato de patch, um pequeno adesivo coberto por cerca de 100 microagulhas. Essas agulhas, mais finas que um fio de cabelo, são feitas de um material que se dissolve em contato com a pele, liberando o imunizante de forma indolor em poucos minutos.
Uma das grandes vantagens é a estabilidade. Estudos indicam que esses adesivos poderiam ter maior estabilidade térmica que vacinas convencionais, o que facilitaria a distribuição em locais remotos e com pouca infraestrutura. A aplicação também poderia ser feita pela própria pessoa, agilizando campanhas de vacinação em massa.
Ambas as tecnologias ainda estão em fase de testes e precisam da aprovação de agências reguladoras para chegar ao mercado. No entanto, os avanços indicam que a vacinação sem dor ainda pode levar de 5 a 7 anos para se tornar disponível ao público, segundo estimativas de pesquisadores.









