Com a chegada de uma frente fria a Belo Horizonte, muitas pessoas sentem mais fome e passam a desejar pratos quentes e calóricos. Essa mudança no apetite não é apenas uma impressão, mas uma resposta biológica do organismo, que demanda mais energia para ajudar a manter a temperatura corporal.
O fenômeno está diretamente ligado à termorregulação. Nosso corpo tem uma missão principal: manter a temperatura interna estável, por volta dos 37 °C. Para fazer isso em um ambiente mais frio, ele precisa trabalhar mais, o que acelera o metabolismo e gasta mais calorias para produzir calor.
Esse gasto extra de energia funciona como um alarme para o cérebro, que logo entende a necessidade de repor o combustível. O resultado é o aumento da fome, um mecanismo de sobrevivência que garante os recursos necessários para que o organismo continue funcionando de maneira ideal e protegido contra o frio.
O que explica o aumento da fome no frio?
A preferência por alimentos ricos em carboidratos e gorduras também tem um motivo. Massas, pães, queijos e doces são fontes rápidas e densas de energia, exatamente o que o organismo precisa para gerar calor de forma eficiente. O corpo busca o caminho mais curto para obter as calorias que está perdendo.
Além do fator fisiológico, há um componente emocional. Pratos quentes e saborosos trazem uma sensação de conforto e bem-estar, ajudando a enfrentar o clima mais gelado. Em dias frios, também é comum que as pessoas passem mais tempo em casa, o que pode levar ao consumo de alimentos por hábito ou tédio, e não apenas por necessidade física.
Para lidar com essa fome extra de forma saudável, a dica é focar em refeições que aquecem e nutrem ao mesmo tempo. Sopas de legumes, caldos, chás quentes e vegetais assados são ótimas opções, pois oferecem calor e nutrientes sem excesso de calorias.
Manter uma rotina de refeições equilibradas ajuda a evitar exageros e a controlar os picos de fome ao longo do dia. A hidratação também é fundamental, mesmo que a sensação de sede costume diminuir no frio.










