A Polícia Federal (PF) iniciou o planejamento da operação que garantirá a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. Embora a interlocução com os partidos tenha começado em abril, a proteção oficial entra em vigor a partir de 20 de julho. Com um orçamento estimado em R$ 95 milhões, a ação busca assegurar a integridade física dos políticos durante todo o período eleitoral.
O esquema é um procedimento padrão e essencial para o bom andamento do processo democrático. Ele envolve uma mobilização complexa de agentes, tecnologia e logística para proteger os presidenciáveis em agendas públicas, viagens e deslocamentos por todo o país. O objetivo é neutralizar ameaças e prevenir incidentes.
Como o dinheiro será usado?
O montante de R$ 95 milhões será distribuído em diversas frentes para montar uma estrutura de proteção robusta, capaz de atender até dez candidaturas simultaneamente. A maior parte do recurso é destinada ao pagamento de diárias e passagens para os policiais federais, com previsão de recrutar até 458 servidores para a operação. Entre 2025 e 2026, mais de 600 profissionais foram capacitados para a missão.
O orçamento também cobre a utilização de veículos blindados, fundamentais para garantir a segurança nos trajetos, e o investimento em equipamentos de alta tecnologia, como sistemas de comunicação criptografada e dispositivos antidrone.
Os custos operacionais incluem o trabalho de inteligência para identificar ameaças com antecedência e a análise de risco dos locais visitados pelos candidatos. A coordenação será centralizada em uma Sala Nacional de Comando e Controle em Brasília, que monitorará as equipes em tempo real.
Recusa da escolta
Apesar de ser um direito, a adesão à escolta da Polícia Federal não é obrigatória. O senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, optou por manter a equipe de segurança da Polícia do Senado em vez de aderir ao esquema da Polícia Federal. A decisão de contar com a proteção oficial ou manter uma equipe privada cabe a cada um dos concorrentes ao cargo.
A operação da PF entra em vigor oficialmente após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias. Contudo, o planejamento e a alocação de recursos começam meses antes para garantir que toda a estrutura esteja pronta para ser implementada assim que a campanha eleitoral tiver início.










