A Justiça de São Paulo autorizou, em maio de 2026, a filha de Elize e Marcos Matsunaga, hoje com 16 anos, a realizar duas viagens internacionais durante as férias escolares. A decisão, que tramita sob segredo de Justiça, lança luz sobre a vida da adolescente, que cresceu totalmente afastada dos holofotes desde o crime que chocou o Brasil em agosto de 2012.
Desde que tinha pouco mais de um ano, a menina vive sob a guarda dos avós paternos, pais de Marcos. Eles assumiram sua criação logo após a prisão de Elize e se mudaram para outra cidade no interior de São Paulo, buscando garantir um ambiente seguro, estável e anônimo para a neta.
Uma nova vida para se proteger do passado
A adolescente é descrita como uma aluna dedicada e com excelente desempenho escolar. A rotina familiar é focada em proporcionar uma criação tradicional, com afeto e longe de qualquer exposição na mídia. O objetivo sempre foi garantir que ela tivesse uma infância e adolescência o mais normal possível.
O crime ocorreu em agosto de 2012, quando Elize Matsunaga assassinou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Matsunaga, herdeiro da indústria de alimentos Yoki. Condenada a 16 anos de prisão em 2016, Elize obteve liberdade condicional em maio de 2022.
Por determinação judicial, Elize é impedida de manter qualquer contato com a filha. A medida visa garantir a proteção e a saúde psicológica da adolescente, que nunca teve memórias da convivência com os pais e cujo bem-estar sempre foi a prioridade da família paterna.
A autorização para as viagens de junho e julho de 2026 — a primeira para Londres, na Inglaterra, com uma pedagoga, e a segunda para Punta Cana, na República Dominicana, com a avó — reforça a estabilidade da estrutura familiar. A decisão judicial corrobora o sucesso dos esforços para oferecer à adolescente uma vida plena e segura, apesar da tragédia que marcou seu início.









