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A urna eletrônica pode ser hackeada? O TSE explica as camadas de segurança

Por Lara
06/04/2026
Em Tecnologia
Créditos: depositphotos.com / joasouza

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A urna eletrônica brasileira, usada desde 1996, quando foi introduzida em 57 municípios, e expandida para todo o território nacional a partir de 2000, é projetada com múltiplas barreiras de proteção para impedir fraudes e ataques externos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o equipamento foi desenvolvido para operar de forma isolada, com mecanismos de software e hardware que garantem a integridade e o sigilo do voto.

O ponto central da segurança é que a urna eletrônica não se conecta à internet nem a qualquer outra rede durante o período de votação. Ela funciona de maneira totalmente offline, o que impossibilita invasões remotas por hackers. A comunicação com os sistemas do TSE só acontece após o encerramento da votação, por meio de uma rede privada e criptografada da Justiça Eleitoral.

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Como funcionam as camadas de segurança da urna eletrônica?

O sistema eleitoral brasileiro conta com uma série de procedimentos e tecnologias que atuam em conjunto para proteger o processo. Cada etapa, desde a preparação do software até a totalização dos votos, possui mecanismos de verificação e auditoria.

Entre as principais proteções, destacam-se:

  • Assinatura digital: todos os programas instalados na urna são assinados digitalmente pelo TSE. Isso funciona como um selo de autenticidade que impede a execução de qualquer software não oficial ou modificado no equipamento.
  • Criptografia: os votos são registrados de forma embaralhada e criptografada no arquivo interno da urna. Apenas o sistema do TSE, com as chaves de segurança corretas, consegue decodificar e somar os resultados, garantindo o sigilo do voto.
  • Segurança física: antes de serem enviadas aos locais de votação, as urnas são preparadas em cerimônias públicas e recebem lacres físicos numerados. A violação de qualquer um desses lacres indicaria uma tentativa de adulteração.
  • Auditoria pública: o processo é aberto à fiscalização por partidos políticos, Ministério Público e outras entidades. Ao final da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU), um extrato que contém o resultado daquela seção e permite a conferência pública dos dados.

Além dessas barreiras, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança (TPS). Nesses eventos, especialistas em tecnologia e segurança da informação são convidados a tentar quebrar as proteções do sistema. As eventuais vulnerabilidades encontradas são corrigidas pela equipe técnica do tribunal antes da eleição oficial, em um processo de aprimoramento contínuo.

Tags: eleiçõeseleições 2026hackersegurançaTecnologiatribunal superior eleitoralTSEurna eletrônica
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