Com as eleições de 2026 se aproximando — o primeiro turno será em 4 de outubro —, muitos eleitores buscam entender como a tecnologia biométrica funciona e qual seu papel na segurança do voto. A biometria é um método de identificação que utiliza características físicas únicas, como as impressões digitais, para confirmar a identidade de forma inequívoca. Embora o prazo para o cadastramento biométrico tenha se encerrado em 6 de maio, é importante lembrar que eleitores sem a biometria cadastrada podem votar normalmente apresentando um documento oficial com foto.
O processo é mais simples do que parece. Durante o cadastro, um leitor óptico captura as imagens das impressões digitais do eleitor. Essas imagens não são armazenadas como fotos, mas sim convertidas em um código numérico exclusivo, uma espécie de assinatura digital. Esse código é então criptografado e guardado de forma segura no banco de dados da Justiça Eleitoral, associado ao título de eleitor daquela pessoa.
No dia da votação, o sistema é posto à prova. Ao se apresentar na seção eleitoral, o eleitor posiciona o dedo no leitor da urna eletrônica. O sistema faz uma nova leitura da digital e compara o resultado com o código armazenado. Se houver correspondência, a identidade é confirmada e a urna é liberada. Caso a leitura não seja bem-sucedida após algumas tentativas, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto ao mesário para ser autorizado a votar normalmente, garantindo o direito ao voto.
Por que a biometria é considerada segura?
A principal vantagem da biometria é a sua capacidade de garantir que cada eleitor seja único no sistema. Como as impressões digitais são distintas para cada indivíduo, o mecanismo impede que uma pessoa tente se passar por outra para votar. Isso elimina fraudes comuns no passado, como a duplicidade de votos ou o uso de documentos de eleitores falecidos. Segundo dados de maio de 2026, 88,78% do eleitorado brasileiro já possui o cadastro biométrico.
Essa tecnologia de verificação individual fortalece a integridade de todo o processo eleitoral, assegurando que o resultado das urnas reflita fielmente a vontade dos eleitores aptos. O sistema foi projetado para ser rápido e preciso, validando a identidade em poucos segundos e agilizando o fluxo de votação.
O sistema da Justiça Eleitoral utiliza principalmente as impressões digitais para a identificação na votação, embora também colete a fotografia do eleitor e sua assinatura digitalizada durante o cadastramento. É importante notar que, embora seja obrigatória para acessar serviços eleitorais online, a biometria não impede o cidadão de votar presencialmente. A implementação em larga escala dessa tecnologia representa um avanço fundamental na modernização e proteção da democracia.








