A gastronomia da Argentina é reconhecida mundialmente, e o churrasco argentino está entre suas maiores tradições. Conhecido como “asado”, esse costume vai além do preparo da carne e representa um momento de confraternização entre familiares e amigos ao redor da “parrilla”. Com algumas técnicas simples, é possível reproduzir essa experiência em casa e levar o autêntico sabor argentino para a mesa.
Diferente do churrasco brasileiro, geralmente feito com peças grandes e no espeto, o “asado” valoriza os cortes individuais e o cozimento lento sobre a brasa, nunca sobre a chama direta. O objetivo é alcançar um calor uniforme que cozinha a carne de maneira gradual, garantindo maciez e suculência incomparáveis.
O segredo de um bom “asado” começa na seleção dos cortes. Enquanto no Brasil a picanha reina, na Argentina outras estrelas brilham na grelha. Conhecer as principais opções é fundamental para montar uma “parrilla” diversificada e saborosa.
Cortes populares do churrasco argentino
- Bife de chorizo: um corte nobre do contrafilé, conhecido pela camada de gordura lateral que garante sabor e umidade.
- Ojo de bife: o miolo do contrafilé, extremamente macio e suculento, ideal para quem prefere uma carne mais magra.
- Asado de tira: a costela de boi cortada em tiras finas, com osso. É um clássico que exige um cozimento mais longo para amaciar.
- Vacio: conhecido no Brasil como fraldinha, é uma carne fibrosa, mas muito saborosa, que fica perfeita na grelha.
O segredo está no fogo e na paciência
A preparação do fogo é uma arte. A lenha ou o carvão devem queimar até se transformarem em brasas incandescentes e cobertas por uma fina camada de cinzas brancas. É esse calor, distribuído sob a grelha, que vai assar a carne lentamente. As peças são colocadas na “parrilla” a uma altura considerável do braseiro, permitindo um cozimento que pode levar horas, dependendo do corte.
A pressa é inimiga do “asado”. A recomendação é virar a carne o mínimo possível, evitando manuseá-la em excesso. O churrasqueiro experiente espera o ponto certo, geralmente quando os sucos começam a brotar na superfície superior da peça, para então virá-la e finalizar o cozimento.
Sal e chimichurri: os temperos essenciais no churrasco argentino
A simplicidade é a alma do tempero argentino. A carne geralmente é temperada apenas com sal grosso (chamado de “sal parrillero” na Argentina), aplicado pouco antes ou durante o cozimento. O famoso molho chimichurri, à base de ervas, alho, vinagre e azeite, não é usado para marinar, mas sim para acompanhar a carne já pronta, no prato.
O ponto da carne, ou “el punto”, é uma preferência pessoal, mas o tradicional argentino varia entre o malpassado e o ao ponto, preservando a suculência e o sabor original de cada corte.










