O governo federal criou o Concurso Nacional Unificado (CNU), um modelo de seleção que está transformando o acesso a cargos públicos. Apelidado de ‘ENEM dos concursos’, o sistema permite que candidatos concorram a diversas vagas em órgãos federais por meio de uma única prova, aplicada simultaneamente em centenas de cidades pelo país. A segunda edição foi realizada em outubro de 2025, com provas aplicadas em 228 municípios.
A proposta centraliza os processos seletivos de diferentes ministérios e agências que aderem ao programa. Com isso, o governo busca democratizar o acesso às vagas e racionalizar os custos com a organização dos certames. A segunda edição ofertou 3.652 vagas de níveis médio e superior, distribuídas entre 32 órgãos federais.
Como funciona o CNU?
A ideia é simples: o candidato faz uma única inscrição e paga uma taxa para realizar o exame em um único dia. Durante a inscrição, ele escolhe um dos blocos temáticos disponíveis e, em seguida, indica os cargos de seu interesse dentro daquele bloco, organizando-os por ordem de preferência.
A avaliação é dividida em duas partes, aplicadas no mesmo dia. A primeira traz questões objetivas com uma base de conhecimentos gerais, comum a todos os participantes. A segunda contém provas objetivas e dissertativas com conhecimentos específicos, direcionadas ao bloco temático escolhido pelo candidato.
Quais são os blocos temáticos?
As vagas e os cargos são agrupados conforme a afinidade das áreas de atuação, otimizando a avaliação dos conhecimentos dos candidatos. Na segunda edição, o governo definiu nove blocos temáticos, incluindo:
- Bloco 1: infraestrutura, exatas e engenharias;
- Bloco 2: tecnologia, dados e informação;
- Bloco 3: ambiental, agrário e biológicas;
- Bloco 4: trabalho e saúde do servidor;
- Bloco 5: educação, saúde, desenvolvimento social e direitos humanos;
- Bloco 6: setores econômicos e regulação;
- Bloco 7: gestão governamental e administração pública;
- Bloco 8: nível intermediário.
Quais as vantagens do novo modelo?
O CNU apresenta benefícios tanto para os candidatos quanto para a administração pública. Entre os principais pontos positivos, destacam-se:
- Democratização do acesso: ao realizar as provas em 228 municípios, o novo modelo reduz a necessidade de grandes deslocamentos, permitindo que mais pessoas participem.
- Economia para o candidato: em vez de pagar múltiplas taxas de inscrição para concursos diferentes, o participante arca com os custos de apenas uma.
- Agilidade na contratação: a seleção unificada otimiza o processo para o governo, permitindo que os órgãos recebam novos servidores de forma mais rápida e eficiente.
A segunda edição do CNU teve provas realizadas em outubro de 2025, com mais de 760 mil inscritos. As nomeações dos aprovados começaram em março de 2026, com autorização para 3.147 vagas. O governo prevê novas edições do concurso a partir de 2027, consolidando o modelo como política permanente de seleção para o serviço público federal.









