Réveillon

Fogos de artifício provocam acidentes no Brasil e no exterior

Shows pirotécnicos marcaram a chegada do ano-novo, encantaram as pessoas, mas o mau uso dos artefatos deixou saldo de mortos e feridos

Turistas e moradores publicaram nas redes sociais imagens da queima de fogos que deixou três feridos no balneário fluminense de Angra dos Reis -  (crédito:  Fotos: Reprodução/@angradadepre/Instagram)
Turistas e moradores publicaram nas redes sociais imagens da queima de fogos que deixou três feridos no balneário fluminense de Angra dos Reis - (crédito: Fotos: Reprodução/@angradadepre/Instagram)

A prática da queima de fogos de artifício nos eventos festivos de fim de ano é comum em diversos países do mundo, entretanto, apesar de enriquecer o espetáculo das festividades, pode representar perigo àqueles que manuseiam os artefatos com descuido. O que deveria ser um momento de celebração e felicidade, pode virar uma tragédia.

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Diversas cidades, no Brasil e no exterior, reportaram acidentes causados por fogos de artifícios ou outros itens de pirotecnia — utilizam fogo e substâncias combustíveis para criar efeitos de luz, som e fumaça, como a vela pirotécnica — que deixaram mortos e feridos nesta virada de ano.

Na madrugada de quinta-feira, fogos de artifício explodiram dentro de um carro em Rorainópolis, no sul de Roraima, após as festas de réveillon. O acidente foi causado quando um colaborador acionou por descuido o estopim de fogos que não haviam sido usados, segundo informou o Corpo de Bombeiros. Não houve feridos, mas o carro foi destruído.

Ainda na madrugada do primeiro dia de 2026, uma queima de fogos deixou três pessoas feridas em Angra dos Reis (RJ), no bairro Jacuecanga. Segundo a prefeitura da cidade, os fogos de artifício, que foram instalados por membros da comunidade, explodiram próximos ao chão e foram direcionados para o local onde aconteciam as festividades. A prefeitura informou que os feridos passaram por atendimento médico e, em seguida, receberam alta hospitalar.

Na Praia de Barra Grande, em Maragogi, a celebração de ano-novo foi tomada por pânico quando uma jangada carregada de foguetes e rojões virou no mar, direcionando as explosões horizontalmente contra o público que estava na areia. Segundo relatos, a agitação das ondas causou o naufrágio da embarcação, fazendo com que o estoque de fogos detonasse na horizontal. Apesar do risco iminente, não houve feridos.

Luto e prisões

Acidentes como esses não são exclusivos ao território brasileiro, países no continente europeu também relataram tragédias relacionadas ao uso de artefatos pirotécnicos. Na Alemanha, que tem o uso de fogos de artifício privado proibido, exceto na Virada do Ano — entre 18h de 31 de dezembro e 6h de 1 de Janeiro —, acabam exagerando na comemoração e causam acidentes, incêndios e tumultos em diversas cidades. Centenas de pessoas foram presas e dois jovens de 18 anos morreram em acidente com fogos de artifícios caseiros.

Na Holanda, duas pessoas morreram em acidente envolvendo fogos de artifício: um homem de 38 anos, em Aalsmeer, perto de Amsterdã, e um garoto morador de Nijmegen, no leste do país, segundo informou a polícia holandesa. Foram presas 250 pessoas na véspera de ano-novo por porte de fogos. A polícia afirmou em comunicado que o impacto de fogos de artifício pesados e incêndios criminosos nesta época do ano em algumas áreas foi absolutamente devastador. A prática da queima de fogos foi proibida no país em 2025.

Na Suíça, a boate Le Constellation foi destruída por um incêndio na noite do réveillon: 40 pessoas morreram. A principal suspeita é que o incêndio tenha começado com o uso de velas pirotécnicas, que encostaram na espuma que revestia o teto do bar, em uma circunstância semelhante à da maior tragédia brasileira, que matou 242 pessoas que comemoravam a formatura universitária na Boate Kiss, em Santa Maria (relembre no quadro ao lado). A polícia local disse que era cedo para determinar o motivo exato que causou o acidente e que a investigação levará tempo. (Leia mais sobre a tragédia na Suíça na página 9)

Prevenção

O Corpos de Bombeiro Militar do Distrito Federal destacou alguns cuidados fundamentais no manuseio de itens pirotécnicos: adquirir apenas fogos de artifício certificados, com selo do Inmetro e procedência conhecida; ler atentamente e seguir todas as instruções do fabricante; não permitir que crianças ou adolescentes manuseiem fogos; nunca segurar o artefato com as mãos ou apoiá-lo em partes do corpo; utilizar os fogos em locais abertos, longe de pessoas, edificações, veículos, redes elétricas e materiais inflamáveis; não reutilizar fogos que falharem — a dica é aguardar alguns minutos antes de descartá-los com segurança; nunca apontar fogos na direção de pessoas ou animais; e evitar o consumo de bebidas alcoólicas durante o manuseio.

*Estagiário sob a supervisão de Vinicius Doria

 

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CY
postado em 03/01/2026 03:55
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