
O Brasil enviará 40 toneladas de insumos de diálise para a Venezuela por risco de colapso no abastecimento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou a informação nesta quinta-feira (8/1), antes da cerimônia que marca a vitória da democracia contra os atos de 8 de janeiro de 2023, no Palácio do Planalto.
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Segundo o ministro, o carregamento será recolhido por um avião da Venezuela na sexta-feira (9), no Aeroporto de Guarulhos. Ele também destacou que a iniciativa conseguiu reunir aproximadamente 300 toneladas de toneladas de produtos — além da diálise, serão enviadas soluções fisiológicas. O avião venezuelano, contudo, tem capacidade de transportar inicialmente apenas as 40 toneladas, previstas para serem captadas amanhã.
“Fazemos isso porque existe o que chamamos de solidariedade sanitária. A Saúde tem que trabalhar junto, ainda mais quando se fala em um país vizinho. Se o Brasil não ajudar, será afetado caso tenha um colapso do tratamento dos pacientes renais crônicos que fazem tratamento na Venezuela”, reforçou o ministro.
O titular da pasta da Saúde frisou que o maior centro de diálise da Venezuela foi destruído pelo ataque bélico dos Estados Unidos no último sábado (3). Isso coloca em risco o abastecimento de cerca de 16 mil pessoas que fazem diálise na Venezuela, ressaltou.
As doações partiram de hospitais universitários e filantrópicos, ainda segundo Padilha.
A pasta enviou no início da semana uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) para a fronteira do Brasil com a Venezuela, em Roraima. O intuito é identificar e avaliar as estruturas hospitalares do local e criar um “plano de contingência" para possíveis agravamentos na crise internacional e aumento da demanda de migrantes na região.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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