
Em coletiva, a Polícia Civil de Goiás apontou que a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, foi morta em um intervalo máximo de oito minutos dentro do prédio residencial em Caldas Novas. Segundo os investigadores, esse foi o tempo entre a última imagem da vítima registrada pelas câmeras de segurança e a passagem de outra moradora pelo local, sem que qualquer movimentação atípica fosse percebida.
De acordo com o delegado delegado André Barbosa, titular do grupo de investigação de homicídios de Caldas Novas, após a análise das imagens foi possível delimitar com precisão o período em que o crime ocorreu. “Foi um lapso de oito minutos. A vítima desaparece das imagens e, nesse intervalo, não há entrada de pessoas estranhas, nem qualquer fluxo diferente no prédio”, afirmou.
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A última imagem de Daiane foi registrada por volta das 18h58. Antes disso, ela havia enviado vídeos a uma amiga relatando a falta de energia em seu apartamento. Segundo a investigação, o fornecimento de energia havia sido interrompido apenas na unidade da vítima. “Ela percebe que o apartamento está sem energia, sai para verificar e começa a gravar vídeos. O terceiro vídeo ela grava, mas não consegue enviar”, explicou o delegado.
A partir das imagens dos elevadores e do acesso ao subsolo, os investigadores constataram que Daiane desceu ao local e, minutos depois, outra moradora circulou pelo mesmo espaço sem notar nada fora do normal. “Esse marco temporal foi fundamental para demonstrar que o crime aconteceu de forma muito rápida”, disse o delegado.
O corpo da vítima foi localizado nesta semana, após a criação de uma força-tarefa instalada há 13 dias. A confirmação do homicídio, segundo a polícia, trouxe materialidade às investigações. “Hoje nós temos a materialidade do crime e a materialidade das provas produzidas ao longo da investigação, o que traz robustez ao inquérito”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, o síndico indicou o local onde o corpo havia sido ocultado, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Os restos mortais foram encontrados em uma vala e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A perícia ainda irá apontar a causa da morte, em razão do estado do corpo. Segundo o delegado, “para que esse crime fosse cometido nas condições em que foi, era necessário alguém com pleno acesso ao prédio e conhecimento do funcionamento das câmeras e da energia”.
Além do síndico, o filho dele também foi preso temporariamente, suspeito de auxiliar na ocultação de provas. Segundo a polícia, o jovem teria ajudado a substituir o telefone usado pelo pai após o crime. “Isso caracteriza, em tese, a obstrução da investigação policial”, explicou o delegado.
Ao todo, 22 pessoas foram ouvidas. A Polícia Civil afirma que o caso foi esclarecido com base em imagens, depoimentos, análise técnica e contradições apresentadas pelos suspeitos. “Autores presos, crime elucidado e corpo localizado. Essa é a resposta que a Polícia Civil se comprometeu a dar à família e à sociedade”, concluiu o delegado.
O inquérito segue em andamento para esclarecer detalhes da dinâmica do crime e eventual participação de outras pessoas.

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