Investigação

Agentes refazem perímetro em mata onde irmãos desapareceram; buscas entram na 4ª semana

A tática é mais uma adotada na força-tarefa que já dura quase um mês. As crianças sumiram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal

Allan e Ágatha passaram noite na palhoça semidestruída -  (crédito:  Thamírys Andrade/SSP-MA)
Allan e Ágatha passaram noite na palhoça semidestruída - (crédito: Thamírys Andrade/SSP-MA)

Agentes das forças de segurança do Maranhão refazem o perímetro na mata fechada onde os irmãos Ágata Isabelle, 6 anos, e Allan Michael, 4, desapareceram. A tática é mais uma adotada na força-tarefa que já dura quase um mês. As crianças sumiram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

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O desaparecimento coloca os policiais, bombeiros e equipes do Exército e da Marinha frente a uma das operações de busca mais complexas registradas no estado. Em entrevista ao Correio, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, garantiu a continuidade das buscas. Paralelo a isso, uma comissão de três delegados conduzem a investigação. “Trabalhamos com equipes especiais. A estratégia, agora, é refazer toda a área da mata por onde elas possam ter passado.”

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A dificuldade começa geograficamente. A mata onde as crianças desapareceram é extensa, de difícil locomoção. O vasto terreno é composto por lagos, açudes e relevo irregular. Ao longo dos dias, mergulhadores dos bombeiros e marinheiros fizeram varreduras no Rio Mearim.

No rio, a equipe da Marinha vistoriou 11 pontos ao longo de quatro dias com o auxílio de um sonar do Centro de Hidrografia do Norte (CHN-4), tecnologia que utiliza ondas sonoras para criar imagens detalhadas do fundo do rio. A vistoria percorreu 19km e, de forma criteriosa, 5km do ponto em investigação. No entanto, nada foi encontrado.

Retorno

Em meio à aflição da ausência de informações, o povoado de São Sebastião dos Pretos respirou aliviado e pôde comemorar o retorno de Wanderson Kauã, 8, à comunidade. Kauã é primo dos irmãos e também ficou desaparecido, mas foi resgatado quatro dias depois.

Debilitado e com confusão mental, Kauã passou por um longo processo de readaptação. Junto às equipes de assistência social e psicólogos, o pequeno recuperou-se e voltou ao convívio familiar em 24 de janeiro.

A família foi acolhida em um novo lar, com móveis e estrutura novos. A casa, com muros amarelos, fica no povoado e será provisória. Segundo o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, a prefeitura reconstruirá a residência antes habitada pelos familiares de Kauã. “Alugamos esse lar para eles terem mais conforto e comodidade nessa etapa de readaptação”, destacou.

Paralelo à volta de Kauã, a Prefeitura organizou um rol de atividades destinadas aos 53 estudantes da escola UEF José Maia Filho — a única instituição de ensino do povoado. São ofertadas, de forma gratuita, aulas de judô, futebol, balé e capoeira.

 

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postado em 01/02/2026 20:44
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