
A disputa pela herança do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, falecido em janeiro deste ano aos 76 anos ganhou um novo capítulo. Nesta sexta-feira (6/2), Suzane foi nomeada pela Justiça de São Paulo como inventariante do espólio do médico. A decisão judicial consta que o histórico criminoso dela "não tem relevância" no processo do inventário do patrimônio do médico, de R$ 5 milhões.
A empresária Carmem Silvia von Richthofen, que busca na Justiça ser reconhecida como viúva do médico, registrou boletim de ocorrência acusando Suzane de ter se apropriado de bens do tio sem autorização da Justiça. O registro foi feito na última terça-feira (3/2).
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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como exercício arbitrário das próprias razões na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 27º Distrito Policial — Ibirapuera, para a apuração. Segundo a nota da SSP, a viúva relatou que uma sobrinha do marido se apropriou de bens dele, sem autorização judicial para isso.
Suzane é sobrinha de Miguel Abdalla, irmão de Marisa von Richthofen, que é mãe da mandante do crime cometido contra os próprios pais. Netto ainda deixou um outro sobrinho.
Carmem é prima de Miguel pelo lado da mãe. Portanto, é parente de Suzane. Ela alega na Justiça que teve união estável com ele. No processo, a empresária pede o reconhecimento e a dissolução dessa união. A ação ainda tramita no Fórum de Santo Amaro.
Miguel era médico ginecologista e estava aposentado. Ele foi encontrado morto, na região de Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, onde morava, no dia 9 de janeiro. A causa da morte ainda é investigada. A principal suspeita é de morte natural. Resultados da necropsia e outros exames de perícia ainda são aguardados para uma avaliação definitiva.
Investigação
A Polícia Civil de São Paulo investiga também um furto à casa do médico. Um boletim de ocorrência foi registrado por um sobrinho de Abdalla Neto no dia 20 de janeiro. Uma bolsa, um sofá e uma máquina de lavar teriam sido levadas da residência. O sobrinho do médico relatou, em depoimento à polícia, ter encontrado a porta da cozinha, que era blindada, arrombada.
Carmem e Suzane disputam a posse dos bens deixados pelo médico, que não teve filhos nem deixou testamento. Por ter sido condenada pela morte dos pais, Suzane perdeu o direito à herança deles, mas pode ser herdeira do tio — em caso de não reconhecimento da união de Carmem com o falecido.
Crime chocou o país em 2002
Em outubro de 2002, Manfred e Marisa von Richthofen foram espancados até a morte enquanto dormiam. Suzane foi acusada de ter sido mandante do crime cometido contra os pais, executado pelos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. Daniel, à época, era namorado de Suzane. Os três foram condenados, presos, e respondem em liberdade.
O reportagem tenta contato com a defesa de Suzane. O espaço está aberto para manifestação. Também forma procurados os advogados de Carmem e se aguarda o retorno.
*Com informações da Agência Estado

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