Há um mês, o Brasil acompanha com angústia o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. As crianças sumiram em 4 de janeiro enquanto brincavam em uma área de mata próxima à sua casa no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. A complexa operação de buscas entra agora na quarta semana, sem pistas concretas sobre o paradeiro dos dois.
As crianças não estavam sozinhas. Elas brincavam com o primo, Anderson Kauã, de 8 anos, que também desapareceu no mesmo dia. Anderson foi encontrado com vida três dias depois, desidratado, mas a salvo, dentro da mata. O resgate do primo alimentou a esperança da família, mas também aprofundou o mistério sobre o que teria acontecido com Ágatha e Allan.
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Uma complexa operação de busca
As equipes de resgate, compostas por bombeiros, policiais e voluntários, enfrentam um desafio monumental. A área de buscas é extensa e de difícil acesso, com mata fechada e a proximidade do rio Mearim. Drones, cães farejadores e centenas de agentes foram mobilizados em um dos maiores esforços de resgate já vistos no estado, mas até agora nenhuma pista definitiva foi encontrada.
Para a família, a rotina se transformou em uma espera dolorosa. A mãe das crianças se tornou um símbolo de força, fazendo apelos constantes por informações e pela continuidade das buscas. A comunidade quilombola e moradores da região se uniram em correntes de oração e mutirões, auxiliando as equipes oficiais e mantendo a esperança de encontrar os irmãos.
A principal hipótese das autoridades continua sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata, seguindo um caminho diferente do primo. Enquanto as buscas prosseguem, o caso gera comoção nacional e levanta discussões sobre a segurança de crianças em comunidades rurais cercadas por vegetação densa.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
