A terceira noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro (17/02) foi marcada por desfiles conceituais, homenagens à cultura afro-brasileira e momentos de forte apelo visual na Marquês de Sapucaí. Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro apresentaram enredos que transitaram entre religiosidade, música, identidade cultural e memória do próprio carnaval, com Vila Isabel e Salgueiro despontando como destaques pela força plástica, organização e impacto junto ao público.
Paraíso do Tuiuti
A Tuiuti abriu a terceira noite com o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, que percorreu a história e a filosofia da religião Ifá desde a África Ocidental, passando pelo Caribe até o Brasil. O desfile se destacou pela paleta de branco e prata, os elefantes robóticos no abre-alas e a forte conexão simbólica entre as culturas africanas e brasileiras. A bateria fez uma coreografia marcante com a rainha Mayara Lima, e o intérprete Pixulé sustentou o samba com energia do início ao fim.
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Unidos de Vila Isabel
Com o enredo em homenagem ao multiartista Heitor dos Prazeres, a Vila Isabel trouxe para a Sapucaí uma narrativa que uniu samba e cultura afro-brasileira, traduzida já na comissão de frente. A escola contou com a bateria vibrante sob a liderança de Sabrina Sato, carregando fantasias de grande impacto e o público cantando junto o samba-enredo. A apresentação fluiu dentro do tempo regulamentar e destacou a arte do homenageado e sua influência no samba e nas expressões culturais brasileiras.
Acadêmicos do Grande Rio
A Grande Rio apostou em um enredo sobre o movimento Manguebeat, representado por manguezais e seus elementos naturais, como caranguejos, garças e capivaras, todos presentes no abre-alas. A escola buscou a vitória com um visual forte e contrastante que mesclou cores vibrantes e metáforas culturais. A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria foi um dos momentos mais comentados — com percalços, como o tapa-sexo da fantasia se soltando, mas ela seguiu sambando e fez sua estreia marcada por emoção e visibilidade.
Acadêmicos do Salgueiro
O Salgueiro fechou a noite com um enredo sobre Rosa Magalhães, celebrando a trajetória da maior carnavalesca da história do sambódromo. A escola optou por uma comissão de frente tradicional que evocou o amor de Rosa pelos livros, e o abre-alas, um grande navio, simbolizou viagens da imaginação e referências a trabalhos passados da carnavalesca. A bateria entrou fantasiosamente como piratas e ganhou destaque em paradinhas ao som do violino. A rainha de bateria Viviane Araújo protagonizou novamente uma apresentação emocionante e intensa
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