CNBB

Campanha da Fraternidade de 2026 propõe debate sobre moradia

A Conferência Nacional de Bispos do Brasil escolheu focar na crise habitacional enfrentada no Brasil, destacando as 6,2 milhões de famílias sem moradia adequada

O tema da Campanha da Fraternidade de 2026 foi divulgado nesta quarta-feira (18/2) pela Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). Com o tópico “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a campanha quer focar na crise habitacional enfrentada no Brasil. 

A iniciativa convida a sociedade a refletir sobre a realidade habitacional do país, reforçando o compromisso da Igreja Católica com a defesa dos direitos sociais e da justiça, em que a moradia constitui um direito digno. Embora seja garantido pela Constituição, de acordo com a Confederação, 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

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Para a CNBB, a moradia digna é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem ela, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. O secretário-geral da Conferência, dom Ricardo Hoepers, ressaltou que a Campanha da Fraternidade propõe uma conversão pessoal, comunitária e social. 

“Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco. A moradia não pode ser tratada como privilégio, mas como condição básica para o exercício de outros direitos”, afirmou. 

Hoepers reforçou, ainda, que políticas públicas habitacionais são dever do Estado e que a economia deve estar a serviço da vida. “Este não é um tema partidário; é um tema humano, civilizatório”, disse, lembrando que cada família que conquista sua casa experimenta a restauração da dignidade.

O secretário-executivo de Campanhas, padre Jean Poul Hansen, destacou as cinco ações em prol da campanha: assumir (responsabilidade/compromisso), oração, jejum, esmola e ação sociopolítica. Essas ações têm a intenção de incentivar os fiéis a agirem, não apenas concordarem com a campanha.

*Estagiário sob supervisão de Andreia Castro

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