Depois que indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós invadiram o terminal da multinacional do agronegócio (Cargill), na madrugada deste sábado (21/2), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), emitiu nota e manifestou sua indignação com o ocorrido. Os povos originários já estavam há 31 dias bloqueando o acesso de veículos ao complexo portuário de Santarém, no oeste do Pará, que dá acesso ao local.
A invasão, segundo os indígenas, ocorreu em decorrência da falta de resposta do governo federal ao pedido do movimento, sobre a revogação do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 28 de agosto do ano passado.
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O grupo também foi motivado logo após ter recebido ordem de desocupação do espaço, momentos antes da invasão, com retirada no prazo de 48 horas, do local onde ocorria o protesto. A notificação ocorreu por um oficial de justiça às 8h da última sexta-feira (20/2).
Na nota da Fiesp, no entanto, a ação não se tratava de um protesto, mas de uma “ilegalidade”. “É inaceitável que uma empresa privada, que atua de forma regular, sob rígida observância da legislação e fiscalização permanente dos órgãos competentes, seja escolhida como alvo de ataques em razão de uma decisão de política pública federal cuja responsabilidade é exclusiva do Poder Executivo”, cita a nota.
No documento, o presidente da Fiesp ainda cita que “usar a força para constranger o setor produtivo é um atentado direto ao Estado de Direito”.
“A tentativa de intimidar empresas e trabalhadores por meio da violência ultrapassa qualquer limite democrático. Atos dessa natureza afrontam o direito de propriedade, ameaçam empregos, colocam vidas em risco e corroem a segurança jurídica que sustenta investimentos e desenvolvimento. Não há causa legítima que autorize a prática de crime”, continuou as críticas na nota.
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