INVESTIGAÇÃO

Delegado e policiais são presos suspeitos de extorquir integrantes do CV

Investigação aponta que agentes públicos usavam a estrutura de uma delegacia para pressionar traficantes e exigir pagamentos em troca de favorecimento

A operação foi autorizada pela Justiça e tem como objetivo desarticular o grupo suspeito de negociar vantagens indevidas  -  (crédito: Divulgação/Polícia Federal)
A operação foi autorizada pela Justiça e tem como objetivo desarticular o grupo suspeito de negociar vantagens indevidas - (crédito: Divulgação/Polícia Federal)

Policiais suspeitos de integrar um esquema de extorsão contra membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) são alvo de uma operação deflagrada nesta terça-feira (10/3) pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. A investigação aponta que os agentes utilizavam a própria estrutura do Estado para intimidar traficantes e exigir pagamentos ilegais em troca de benefícios ou omissão em investigações. 

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Na ação, foram presos dois policiais civis, identificados como Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Além deles, o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves foi detido. O último mandado foi cumprido contra Gabriel Dias de Oliveira, o "Índio do Lixão", criminoso que já estava encarcerado. As informações são da CNN.

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A operação foi autorizada pela Justiça e tem como objetivo desarticular o grupo suspeito de negociar vantagens indevidas com integrantes do crime organizado. Segundo as investigações, os servidores pressionavam e coagiam os faccionados com o objetivo de receber propinas para omissão em atos de ofício. As cobranças eram feitas de forma reiterada e acompanhadas de prazos para pagamento dos valores exigidos. 

A apuração também indica que os agentes buscavam manter distância direta dos traficantes. Para isso, teriam utilizado intermediários responsáveis por negociar e recolher o dinheiro. A estratégia, segundo as autoridades, ajudava a ocultar a participação dos servidores públicos no esquema. 

Além das prisões e das buscas, a decisão judicial prevê o bloqueio de valores ligados aos investigados, inclusive em contas bancárias e criptoativos. As autoridades também determinaram a suspensão de atividades empresariais relacionadas aos suspeitos. 

A investigação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate à corrupção policial e à infiltração do crime organizado em instituições públicas. O caso segue em apuração para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance do esquema

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postado em 10/03/2026 07:51
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