Violência contra a mulher

Comandante assassinada contribuiu ao combate do feminicídio, diz secretário

Período de quase dois anos sem novos casos foi interrompido pelo assassinato de Dayse Barbosa nesta segunda (23/3)

Dayse Barbosa foi morta pelo policial rodoviário federal Diego Oliveira, que não aceitou o fim do relacionamento -  (crédito: Reprodução/ Redes sociais)
Dayse Barbosa foi morta pelo policial rodoviário federal Diego Oliveira, que não aceitou o fim do relacionamento - (crédito: Reprodução/ Redes sociais)

O secretário de Segurança Urbana de Vitória (ES), Amarílio Boni, comentou sobre o feminicídio da comandante da Guarda Municipal, Dayse Barbosa, nesta segunda-feira (23/3). Ela foi assassinada pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza.

Segundo Boni, Dayse contribuiu para que a capital capixaba chegasse a quase dois anos sem registrar feminicídios. “Vitória estava há 652 dias sem feminicídios até ontem [domingo]”, afirma. “A gente estava trabalhando nesse sentido com o objetivo de tentar motivar as pessoas a delatar os agressores. Infelizmente, ela não conseguiu poder salvar a própria vida”. 

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A comandante foi morta com cinco tiros na casa onde morava com o pai e a filha de 8 anos. Diego Oliveira utilizou uma escada para invadir a residência e tirou a própria vida após cometer o crime. De acordo com as investigações, o policial rodoviário não se conformava com o fim do relacionamento.

O secretário lembra que Dayse utilizava as redes sociais para conscientizar outras mulheres sobre a violência de gênero. "Ela resolvia os problemas dela, tinha essa capacidade. Infelizmente, ela não falou isso para a gente para que a gente pudesse tomar uma atitude, poder salvar a vida dela", lamenta.

 

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postado em 23/03/2026 19:32
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