violência contra mulher

Escola federal do RJ repudia caso de estupro coletivo contra adolescente

Quatro jovens foram indiciados por estupro após episódio ocorrido em Copacabana; vítima de 17 anos relatou agressões físicas e abuso sem consentimento

O Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, se pronunciou sobre o caso envolvendo quatro estudantes do campus Humaitá II denunciados por participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Em nota, a Reitoria e a Direção-Geral informaram que instauraram processo administrativo disciplinar para apurar a conduta dos alunos, medida que pode resultar no desligamento dos suspeitos.

A instituição afirmou que adotou providências imediatas ao tomar conhecimento da denúncia, incluindo o acolhimento à família da vítima e a preservação do sigilo solicitado pelas autoridades. O colégio é uma instituição pública federal de ensino com 12 unidades no estado do Rio de Janeiro. Os investigados pertencem à unidade Humaita II, na Zona Sul da capital.

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O caso é apurado pela 12ª DP e se refere a um episódio ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. Foram indiciados dois jovens de 18 anos e outros dois de 19 anos. Eles são considerados foragidos da Justiça. Um adolescente menos de idade ainda participou do crime e foi direcionado para a Vara da Infância e Juventude.

Segundo o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, ao portal g1, o crime foi uma "emboscada planejada" e os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão. A Polícia Civil informou que cumpriu mandados de busca e apreensão e realizou tentativas de prisão dos investigados maiores de idade, mas eles não foram localizados.

De acordo com o relatório final do inquérito, a adolescente relatou, em depoimento prestado na presença da avó, que foi convidada por um colega de escola com quem manteve um relacionamento entre 2023 e 2024 para ir ao apartamento de um amigo dele. O jovem teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Segundo a vítima, ocorreram atos sexuais sem consentimento e agressões físicas. A adolescente relatou que tentou deixar o quarto, mas teria sido impedida. Após sair do imóvel, enviou um áudio ao irmão dizendo acreditar que havia sido estuprada. Em seguida, contou à avó e procurou a delegacia para registrar a violação.

A câmera de segurança do prédio registrou a saída da vítima do imóvel. O suspeito com quem a jovem havia se relacionado anteriormente a acompanha até o elevador e volta para o apartamento fazendo gestos que os investigadores descrevem como de “comemoração”. 

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