A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27/3), a operação Vem Diesel para fiscalização em postos de combustíveis em 11 estados e no Distrito Federal. O objetivo da ação é identificar práticas abusivas na formação de preços e possíveis irregularidades na comercialização de gasolina, etanol e diesel.
A ação é realizada em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgãos estaduais de proteção e defesa do consumidor (Procons) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A força-tarefa atua de forma coordenada para verificar desde a qualidade dos combustíveis até a transparência na composição dos preços cobrados ao consumidor final.
As medidas visam identificar indícios de aumentos considerados injustificados em diferentes regiões do país, além de denúncias de consumidores sobre possíveis práticas irregulares, como cartelização, adulteração de combustíveis e descumprimento de normas de informação ao público.
Possíveis irregularidades detectadas pelas equipes de fiscalização, que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo, serão encaminhadas à Polícia Federal para a devida apuração de autoria e de materialidade delitiva.
O que diz o Sindicombustíveis-DF?
O presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, disse que é necessário "esclarecer, com base em dados públicos, que postos de combustíveis não compram produtos da Petrobras, mas das distribuidoras, que já reajustaram seus preços de forma expressiva em razão do cenário internacional do petróleo devido a guerra no Irã".
"Nós da revenda estamos sempre trazendo à população do Distrito Federal a movimentação de preços por parte de nossos fornecedores e sempre esclarecendo a formação de custos do setor que tem variáveis distintas como: custo refinaria, custo biocombustíveis, custo impostos, custo frete e, sempre, o chamado custo distribuidoras, da qual jamais tivemos informações, nem mesmo pelos canais oficias da ANP", afirmou Paulo.
"O momento exige seriedade, verdade e responsabilidade pública. O setor de combustíveis segue comprometido com a transparência, com o abastecimento e com a busca de soluções que evitem impactos ainda maiores para a população, especialmente no aumento da inflação. Somos e sempre seremos apoiadores das ações dos órgãos de controle quanto a possíveis práticas de reajustes de preços sem os devidos esclarecimentos", emendou.
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