
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que a população brasileira atingiu a marca de 212,7 milhões de habitantes em 2025, registrando um crescimento de 8% nos últimos 12 anos. Em 2012, o país totalizava 197,1 milhões de pessoas residentes no Brasil.
A região Sudeste continua sendo a mais populosa, concentrando 41,8% dos brasileiros (88,8 milhões de pessoas), seguida pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,7%) e Centro-Oeste (8,0%). Entre os estados, São Paulo lidera com 46,1 milhões de residentes, o que representa mais que o dobro da população de Minas Gerais, o segundo estado mais populoso, com 21,4 milhões.
Embora seja o estado menos populoso, com apenas 646 mil habitantes, Roraima registrou o maior crescimento percentual do período, com uma alta de 47,5% entre 2012 e 2025. De forma geral, as maiores taxas de crescimento regional foram observadas no Centro-Oeste (16,7%) e no Norte (13%).
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Mudanças no perfil demográfico: gênero e raça
O perfil do brasileiro também passou por transformações significativas. As mulheres são a maioria da população, representando 51,2% do total, o que equivale a uma proporção de 95,1 homens para cada 100 mulheres.
Quanto à cor ou raça, a parcela de brasileiros que se declaram pretos cresceu de 7,4% para 10,4% entre 2012 e 2025. Em contrapartida, houve uma redução no número de pessoas que se autodeclaram brancas, caindo de 46,4% para 42,6% no mesmo intervalo. A região Norte foi o destaque no aumento da população preta, enquanto o Sul registrou o maior crescimento de pessoas pardas.
Envelhecimento e novos arranjos domiciliares
Os dados do IBGE confirmam o estreitamento da base da pirâmide etária brasileira. O grupo de pessoas abaixo de 40 anos encolheu 6,1% desde 2012, enquanto a fatia de idosos (60 anos ou mais) saltou de 11,3% para 16,6% da população total. Regiões como o Norte e Nordeste ainda possuem maior concentração de jovens, enquanto o Sul e o Sudeste apresentam os maiores percentuais de idosos.
Outra tendência marcante é o aumento de pessoas que optam por morar sozinhas. Em 2025, os domicílios unipessoais chegaram a 19,7%, ante 12,2% em 2012. Também houve mudanças na forma de moradia, com aumento da participação de apartamentos, que passaram a representar 17,1% das habitações, e dos imóveis alugados, cuja proporção subiu para 23,8%, enquanto os imóveis próprios e quitados recuaram para 60,2%.
Desafios de Infraestrutura
Apesar dos avanços nos indicadores, as desigualdades regionais persistem. O acesso à rede geral de água chega a 92,4% no Sudeste, mas cai para 60,9% no Norte. No saneamento básico, a diferença é ainda maior. Enquanto 90,7% do Sudeste têm acesso à rede geral ou fossa ligada à rede, no Norte esse índice é de apenas 30,6%. A coleta de lixo também apresenta falhas nessas regiões, com Norte e Nordeste registrando os maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades.
*Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves

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