
Durante a participação na entrega do Prêmio VivaLeitura na quinta-feira (24/4), presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou as ações do governo federal de combate à violência contra a mulher e mencionou, mais uma vez, o pacto contra o feminicídio.
Para exemplificar a importância da educação e da leitura nesse processo de mudança estrutural, ele afirmou que, por indicação da primeira-dama, Janja, vai começar a ler o livro de Gisèle Pelicot, Um hino à vida. A francesa era dopada pelo marido e sofreu abuso sexual por anos, num caso que repercutiu e ganhou manchetes pelo mundo.
"A luta contra o feminicídio não é uma luta das mulheres: é uma luta dos homens, porque eles que estão matando as mulheres", disse o presidente."Mulher não é saco de pancada de ninguém, mulher tem que ser o que ela quiser e respeitada", finalizou o presidente, sob aplausos.
Participação rápida
Atrasado para uma viagem, Lula disse que foi convencido por Margareth Menezes, ministra da Cultura, e por Leonardo Barchini, da Educação, a ir ao evento e a discursar. De improviso, o presidente andou pelo palco e ressaltou a importância da leitura para formar cidadãos conscientes.
Lula fez o compromisso de acatar a sugestão de um de seus assessores, o escritor vencedor do Jabuti José Rezende Jr, de colocar, a partir de agora, bibliotecas em todos os conjuntos habitacionais construídos pelo governo federal, para que as crianças tenham acesso à leitura. "Investir em educação não é gasto, é investimento e tem muito retorno nesse país", repetiu.
Em seguida, Lula viajou a São Paulo, onde passou por um procedimento simples na manhã desta sexta-feira (25), sem intercorrências.

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