
Avani que mora há cerca de dois anos no prédio estava sozinha em casa no momento da queda. A moradora conta que tudo aconteceu de forma repentina, enquanto realizava tarefas do dia a dia. “Eu estava olhando o computador, fazendo minha comida da semana, quando escutei o barulho. De repente escureceu tudo. Eu falei: 'Meu Deus, Jesus voltou'."
Segundo ela, a cena inicial foi de completa desorientação. A poeira tomou conta do ambiente e a visibilidade ficou comprometida. “Quando eu fui até a janela, estava tudo escuro, parecia noite. Mas era poeira, muita poeira. Aí não dava nem pra entender que era um avião.”
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Em meio ao pânico, Avani conta que procurou a vizinha antes de deixar o apartamento e, em seguida, desceu às pressas. “Quando eu estava voltando, o povo já estava gritando: ‘Socorro, tô vivo, tô ferido’. Aí começou o medo mesmo.” Ela diz que hesitou em sair por causa do cheiro forte de combustível e da poeira intensa. “Eu estava de pijama. Coloquei uma calça por cima e desci. Lá embaixo estava tudo molhado de combustível, estilhaço por todo lado.”
A moradora diz que, mesmo diante do cenário de destruição, percebeu o desespero dos moradores e a movimentação das equipes de resgate. “Tinha muita gente gritando, pedindo ajuda. Eu achei que o socorro demorou um pouco.”
O acidente mobilizou equipes de emergência e deixou o prédio parcialmente interditado. O piloto e o copiloto morreram e três pessoas foram gravemente feridas. As causas da queda serão investigadas pela Polícia Civil.

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