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Vacinação: a desinformação é de interesse político e econômico, diz diretor do PNI

Durante evento no Correio Braziliense, nesta quinta-feira (28/5), Eder Gatti também defendeu a regulamentação das redes sociais

O diretor do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti, disse nesta quinta-feira (28/5) que a disseminação de fake news sobre a saúde começa nos interesse econômicos e políticos. Ele também defendeu a regulamentação das redes sociais como uma das principais formas de combate à desinformação.

Segundo Gatti, existem dois grupos que são essenciais para a propagação de fake news sobre doenças e vacinação. O primeiro é composto por pessoas comuns que recebem o conteúdo de forma passiva, por meio de redes sociais ou mensagens, e acreditam sem questionar, assim disseminado por outros meios.

“Por diversos motivos, a pessoa, às vezes, acredita e passa isso para frente. Apesar de ser um equívoco por parte do cidadão comum, é muito complexo a gente julgar esse processo de disseminação de desinformação”, afirmou o especialista, durante o evento "O Impacto da desinformação: da saúde à democracia". 

O encontro, uma realização do Correio Braziliense com promoção da CB Brands, reúne autoridades, pesquisadores e especialistas para discutir como conteúdos falsos ou manipulados têm afetado áreas como saúde pública, ciência, política e democracia.

O segundo grupo que dissemina fake news, segundo o diretor, usa a desinformação para lucrar. “Por trás disso tudo, tem um outro grupo que precisa ser dado destaque, que são aquelas pessoas que manipulam a informação, adulteram os dados, produzem um material falso e passam para frente. Esses atores que disseminam desinformação, muitas vezes, vendem tratamentos milagrosos, desintoxicação de vacinas, atuam na saúde, na assistência, vendendo milagres para as pessoas e ganham dinheiro com isso”, entendeu.

Além disso, o diretor pontuou que as redes sociais são uma das principais responsáveis pela propagação da desinformação. “As plataformas também têm a sua responsabilidade nesse processo de disseminação. É importante lembrar que o algoritmo por trás da disseminação da informação faz parte da gestão das plataformas, que lucram com esse processo de engajamento. Logo, elas têm responsabilidade”, argumentou.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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