O instituto Alana anunciou, nesta quinta-feira (28/5) investimentos de R$ 300 milhões no Dia Internacional da Dignidade Menstrual. O montante vai financiar ações que visam transformar a saúde menstrual de meninas, além de combater as dores causadas pelas cólicas menstruais e doenças como a endometriose. O anúncio aconteceu durante o evento a.if_alana ideia fest.
Segundo o instituto, o montante será destinado a pesquisas, ao fortalecimento de políticas públicas e a transformação cultural de forma integral, ao longo de 14 anos.
Um modelo financeiro focado em esgotar os fundos em um prazo determinado foi adotado para garantir que a quantia atenda "à urgência que a causa exige". Ou seja, todo o valor será usado, ao longo dos próximos 14 anos, para atender à causa, "visando acelerar os resultados e gerar impacto sistêmico agora, para melhorar a qualidade de vida já da geração atual."
"O montante será destinado integralmente à saúde menstrual de meninas, com investimentos em pesquisa, políticas públicas, transformação cultural e impacto social. É o maior fundo patrimonial dedicado a esse tema na história da filantropia brasileira, desenhado para esgotar seus recursos em um tempo determinado. Nossa decisão de concentrar esse investimento nos próximos 14 anos não é por acaso. Ela responde à urgência de uma geração que não pode mais ter sua dor naturalizada", afirmou Flavia Carvalho Doria, CEO do Alana, via assessoria de imprensa.
De acordo com pesquisa realizada pelo Alana, em parceria com o Instituto Equidade.info, a endometriose afeta 1 em cada 10 mulheres, dentro de um tempo de diagnóstico de até 12 anos. Além disso, 65% das meninas brasileiras afirmam sentir cólicas moderadas ou fortes. Com isso, quatro a cada dez estudantes faltam todos os meses nas escolas em decorrência da dor. Em relação às mulheres adultas, 10,8 horas de trabalho por semana, em média, são perdidas pelos mesmos motivos.
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