VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Anvisa libera retomada da produção na fábrica da Ypê em São Paulo

Liberação da produção ocorreu após nova vistoria apontar correção nas falhas sanitárias apontadas anteriormente

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira (29/5) que a Química Amparo, fabricante da Ypê, está autorizada a retomar imediatamente a produção na unidade de Amparo, no interior de São Paulo. De acordo com o presidente do órgão, Leandro Safatle, a empresa corrigiu os principais problemas identificados na fiscalização que havia levado à paralisação de parte das atividades no início do mês.

A decisão foi tomada após uma nova inspeção realizada por equipes da Anvisa em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Segundo a agência, a vistoria confirmou que as adequações feitas pela fabricante atendem às exigências sanitárias necessárias para que a operação seja retomada de forma segura.

Em 7 de maio, a fábrica foi parcialmente interditada depois que uma inspeção identificou irregularidades sanitárias. Desde então, a Anvisa suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca Ypê de todos os lotes com numeração final 1.

Depois disso, o órgão exigiu que a empresa apresentasse um plano de ação com 76 medidas corretivas. Após a implementação das mudanças, a empresa passou então por uma nova avaliação técnica. 

Segundo a Anvisa, apesar da liberação da produção, a restrição sobre a comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca continua valendo. A liberação desses produtos dependerá da apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados pelo órgão. 

A agência informou ainda que continuará acompanhando a execução das medidas corretivas adotadas pela empresa.

Relembre os argumentos da Anvisa para suspensão

Segundo a Anvisa, a decisão de suspensão se deu após uma avaliação de risco sanitário conduzida em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, depois de uma inspeção realizada na fábrica da empresa.

Durante fiscalização conjunta foram identificadas 76 irregularidades na fábrica da empresa. Entre elas, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos acabados.

A agência afirmou que os problemas comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF) para saneantes e podem representar risco à segurança sanitária dos produtos.

De acordo com o órgão, foram identificadas "falhas graves" em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade, que poderiam causar contaminação microbiológica, com presença indesejada de bactérias, fungos, leveduras, vírus ou parasitas.

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