
O ex-tenista Gustavo Kuerten compartilhou lições sobre liderança durante sua participação no Senior Experience, evento promovido pela Senior Sistemas em São Paulo. Em um cenário empresarial de transformações constantes e avanço da inteligência artificial, Guga defendeu que esperar por todas as respostas para tomar uma decisão é um grande risco.
Para uma plateia de executivos e empresários, o tricampeão de Roland Garros usou momentos decisivos de sua carreira para ilustrar como a alta performance surge da preparação, adaptação e confiança para agir diante do desconhecido.
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“Hoje as consequências das decisões estão cada vez mais distantes do nosso controle. A gente faz uma pequena parte e, ao mesmo tempo, precisa criar uma convicção tão forte que consegue transmitir tranquilidade e confiança”, afirmou.
A importância de ler o cenário em tempo real
Guga relembrou a histórica vitória sobre o russo Yevgeny Kafelnikov em Roland Garros, em 1997. Na época, ele era um jovem desconhecido e entrou em quadra acreditando que não tinha chances. O jogo mudou quando ele observou um detalhe no adversário.
“Eu estava perdendo por dois sets a um quando percebi um detalhe: ele respirou fundo. Aquilo mostrou que ele também estava sofrendo. Foi o sinal que eu precisava”, contou. Para o ex-atleta, a principal habilidade é manter a atenção constante ao ambiente e às mudanças.
Quando o plano precisa mudar
Outro aprendizado veio dos confrontos contra Pete Sampras, um dos maiores nomes do tênis. O brasileiro precisou perder diversas vezes até descobrir uma forma competitiva de enfrentá-lo, o que só foi possível ao abandonar estratégias que não funcionavam.
“Eu tentava de um jeito, depois de outro, até encontrar uma forma de ganhar mais tempo e entrar na disputa. Quando consegui isso, percebi que tinha chance.” Segundo ele, a repetição de experiências constrói repertório para lidar com o futuro.
Instinto ajuda, planejamento é obrigatório
Guga destacou que há espaço tanto para a intuição quanto para o planejamento, mas com papéis distintos. “O instinto ajuda nos dias especiais. O plano orienta. Ele é obrigatório.”
Ele citou que os maiores atletas da história, como Federer, Nadal, Djokovic e Alcaraz, se diferenciam pela quantidade de alternativas que possuem para problemas inesperados. “Eles são incríveis porque têm milhares de planos prontos na cabeça.”
Resiliência como vantagem competitiva
A persistência foi apontada por Guga como uma das competências mais subestimadas na alta performance. Ele relembrou derrotas duras e momentos difíceis, transformando cada experiência em combustível para evoluir.
“Tem que persistir. Sempre tem um jeito”, disse. Para executivos em cenários adversos, a mensagem é que resultados extraordinários raramente seguem trajetórias lineares.
Nenhuma grande conquista é individual
O ex-tenista também atribuiu parte de seus resultados à rede de apoio formada por treinadores, familiares e amigos. “Não tem como chegar a um desafio do tamanho do mundo e fazer sozinho.”
Para líderes empresariais, o recado é que decisões complexas exigem inteligência coletiva. A capacidade de formar times complementares tornou-se tão importante quanto a competência técnica.
A melhor decisão é continuar aprendendo
Questionado sobre o que seria uma boa decisão, Guga sintetizou sua filosofia. “A melhor decisão é continuar aprendendo.” Para ele, a excelência não está na ausência de erros, mas na disposição para evoluir com cada experiência.
A lição final do ex-tenista reforça que, em um mundo imprevisível, a vantagem competitiva não pertence a quem sabe mais, mas a quem aprende mais rápido.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
