
O desastre climático no Rio Grande do Sul causado pelas chuvas em 2024 afetou 6.333.727 moradores da região e 67,5% deles tiveram a saúde mental abalada. Os dados fazem parte da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul - PEERS, divulgada nesta quarta-feira (1º/7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento abrange, ao todo, 133 municípios, com coleta realizada entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026. De acordo com o estudo, as chuvas causaram interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos em 58,4% dos afetados e dificultaram o deslocamento para trabalho, escola ou creche em 57,3%.
Ainda segundo a pesquisa, as chuvas destruíram ou danificaram 271 mil imóveis no estado, sendo 81.272 domicílios “destruídos (3,5%) e 190.253 “muito danificados” (8,2%), apontando condições de máxima precariedade para 11,7% dos domicílios.
Entre os moradores afetados, 24,9% residiam em domicílios em que as condições gerais de vida no momento da coleta eram piores do que as vivenciadas no mês anterior às enchentes, superando o percentual daqueles que moravam em domicílios em que foram avaliadas melhorias (17,3%). A avaliação de que a qualidade de vida permaneceu a mesma foi a percepção correspondente à maioria dos moradores (56,5%). A pesquisa destaca que 4.231.602 (66,8%) estava concentrado na classe de rendimento de até R$ 5.000,00.
Em relação ao local de moradia após o desastre climático, o estudo aponta que 922.233 (14,6%) pessoas mudaram de endereço. Desse grupo, 28,3% viviam em domicílios com renda de até R$ 2.000,00.
“Esses dados indicam uma concentração de moradores que mudaram de endereço após as inundações nesses baixos rendimentos, uma vez que, na distribuição de renda do total da população, correspondiam a 24,0%”, destacou a pesquisa.
A pesquisa investigou sobre o auxílio financeiro pago por ente público às famílias desabrigadas em razão das enchentes: 484.221 domicílios receberam auxílio, representando 20,8% do total.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil