O advogado Bruno Corrêa Lemos, responsável pela defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar o advogado Claudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, afirmou que a cliente possui histórico de transtornos mentais e fazia acompanhamento psiquiátrico.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (2/7), o defensor disse que Paola sempre buscou tratamento médico especializado e possui um diagnóstico relacionado à saúde mental. Segundo ele, a defesa reúne documentos que comprovam essa condição.
"É uma pessoa que sempre buscou tratamento médico psiquiátrico e possui um diagnóstico sensível relacionado à sua saúde mental. A documentação que comprova a situação de saúde da Paola está sendo reunida", afirmou.
Bruno Corrêa Lemos acrescentou que aguarda a documentação médica para avaliar a necessidade de solicitar à Justiça a instauração de um exame de insanidade mental.
O advogado também declarou que a suspeita tem um histórico pessoal "extremamente conturbado". Segundo ele, essa condição já havia sido mencionada pela própria Polícia Civil e por familiares da diarista. Durante a manifestação, o defensor ressaltou ainda que toda pessoa tem direito à defesa. "Nenhuma causa criminal é indigna de defesa", afirmou.
Paola foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel na cidade de Itabira (MG), onde estava acompanhada do filho, de 6 anos. Durante interrogatório, ela confessou o duplo homicídio e disse ter agido sozinha.
Os corpos de Claudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados na última terça-feira (30/6), dentro do apartamento do casal. As vítimas apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax.
O último contato da família com o casal ocorreu na segunda-feira (29/6). Os corpos foram localizados por um dos filhos das vítimas, que decidiu ir até o apartamento após estranhar a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, após cometer o crime, Paola tomou banho, lavou a faca utilizada no ataque e deixou o imóvel vestindo roupas de Maria Clotilde.
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