
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, citou o aumento dos atendimentos relacionados à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) e casos de suicídio associados ao vício em apostas on-line — as bets — para justificar a assinatura da medida provisória que proíbe o funcionamento dessas plataformas no Brasil.
“A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior em pessoas com transtorno do jogo. (...) Só na atenção primária à saúde (do SUS), houve aumento de 615% nos atendimentos de pessoas que procuram as unidades de saúde relatando algum problema de saúde mental por causa dos jogos”, disse, ao citar que, em 2015, 3,7 milhões de pessoas procuraram esse tipo de atendimento e, em 2025, 26,8 milhões foram atendidas em unidades de saúde por problemas associados ao vício em jogos e à saúde mental.
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Suspensão das bets
O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta sexta-feira (25/9), em São Paulo, uma medida provisória que restringe o funcionamento das casas de apostas on-line, as bets.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou que a MP permitirá o acesso aos sites de apostas apenas para que os apostadores retirem os valores disponíveis nas contas.
“A partir de hoje, não poderá colocar dinheiro no perfil dos sites de bets. Os sites ficarão disponíveis apenas para o apostador fazer o resgate do dinheiro, até 23h59 do dia 5 de outubro”, disse o ministro.
Antes de apresentar o prazo para o funcionamento dos sites de apostas, o chefe da equipe econômica justificou que o governo Lula concluiu pela necessidade de proibir as bets no Brasil diante do aumento dos casos de endividamento e suicídio entre apostadores.
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