A jornalista, escritora e sobrevivente da ditadura militar Amélia Teles, conhecida como Amelinha, morreu nesta terça-feira (15/9) aos 81 anos. A morte foi confirmada por postagens de amigos e colegas da comunicadora, via redes sociais. A causa não foi divulgada, assim como informações sobre velório e enterro.
Amelinha é apontada como símbolo de resistência feminina e preservação da memória da ditadura. Em 1972, foi presa e torturada pelo regime. Acabou levada por agentes do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna), em meio à Operação Bandeirantes, em São Paulo.
Ela sofreu torturas físicas e psicológicas. Segundo destaca a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), os filhos da vítima, crianças à época, foram levadas para o local e presenciaram o episódio de agressão.
Durante a trajetória profissional, integrou ainda a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, e foi assessora da Comissão Estadual da Verdade em São Paulo. Ajudou, em 1981, a fundar a União de Mulheres de São Paulo. Em seguida, coordenou o Curso de Promotoras Legais Populares. A empreitada tinha como objetivo formar mulheres sobre direitos e auxiliá-las a ter acesso à Justiça.
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