
A médica Marcella Segato de Sousa Melo, suspeita de ter orientado outros profissionais a não dar alta a pacientes que fossem “petistas”, foi afastada do hospital em que trabalhava em Goiânia. A ginecologista teria enviado as orientações a um grupo com 12 pessoas dois dias antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.
“Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”, escreveu a médica em mensagens divulgadas pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo. Nas mensagens, os profissionais respondem com risadas, e um deles escreve: “Combinado”.
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A Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) pediu a investigação do caso ao Ministério Público Eleitoral, responsável pela apuração do caso. A PRE-GO também informou que adotou medidas preventivas para assegurar o livre exercício do voto no segundo turno das eleições.
Em nota, o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, onde Marcella é chefe da ginecologia e obstetrícia, afirmou não adotar posicionamento político-partidário e disse que as mensagens ocorreram em um grupo privado que não representa, “em nenhuma hipótese, o posicionamento da Administração do Hospital”.
“Diante das informações recebidas, a Administração adotará os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis”, escreveu. “O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde”, informou a administração do hospital.
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