O responsável pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) de Salvador, Pablo Souza, foi alvo de uma ordem de prisão em decorrência da retenção injustificada de ônibus neste domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A decisão foi expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
A medida ocorre em meio a uma crise no transporte público da capital baiana, marcada por denúncias de eleitores sobre a falta de coletivos, longas esperas nos pontos e dificuldades para chegar aos locais de votação. A situação colocou a operação do sistema de ônibus sob a atenção da Justiça Eleitoral.
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Desde as primeiras horas da votação foram relatados problemas na circulação dos coletivos em diferentes bairros de Salvador. As denúncias indicam veículos fora de operação e dificuldades para o deslocamento de passageiros em um dia decisivo para o exercício do voto.
A demora e a retenção da frota de ônibus durante o período eleitoral levantaram questionamentos sobre o cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral para assegurar condições de acesso dos cidadãos às urnas.
O TRE-BA ordenou o restabelecimento da frota integral de ônibus, com operação equivalente a dois dias úteis. Além disso, o órgão definiu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento da determinação, conforme decisão divulgada hoje. A atuação do tribunal empenha em assegurar que problemas no transporte público não impeçam ou dificultem o comparecimento dos eleitores às seções eleitorais.
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou em um post feito no X que colocou a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública à disposição para identificar policiais com habilitação categoria D, aptos a dirigir os ônibus.
“Não vou aceitar o que estão fazendo com a população baiana, tentando impedir que as pessoas exerçam seu direito ao voto. Vamos garantir que o povo tenha condições de votar!”, disse nas redes sociais.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
