Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Entretenimento

Morador levanta muro de 3 metros de altura na divisa lateral usando alvenaria simples sem colunas de sustentação, a estrutura verga com o vento forte e ameaça cair sobre a área de lazer do vizinho

Por Daniely Cardoso
06/08/2026
Em Entretenimento, Notícias
Sérgio desejava garantir mais privacidade para sua família e delimitar com clareza o espaço do seu lote.

Sérgio desejava garantir mais privacidade para sua família e delimitar com clareza o espaço do seu lote.

O morador Sérgio decidiu construir sozinho um muro sem colunas na divisa lateral do seu terreno, subindo a estrutura de alvenaria até alcançar três metros de altura. Para economizar com estrutura e fundação, ele usou apenas tijolos simples empilhados sem pilares de sustentação. Na primeira rajada de vento forte, a alvenaria vergou e passou a ameaçar desabar sobre a área de lazer da casa ao lado. A história é fictícia, mas ilustra como a lei brasileira permite barrar construções perigosas.

Como surgiu o projeto de erguer o muro na divisa?

Sérgio desejava garantir mais privacidade para sua família e delimitar com clareza o espaço do seu lote. Trabalhador dedicado, ele mesmo comprou a massa e os tijolos aos finais de semana, colocando esforço físico na construção para reduzir os custos da empreitada.

Sem contratar engenheiro ou arquiteto, a parede subiu rápido e alcançou a marca de três metros de altura. O problema foi dispensar colunas de concreto e vigas de amarração, ignorando regras básicas do direito de vizinhança e da construção civil.

O problema foi dispensar colunas de concreto e vigas de amarração, ignorando regras básicas do direito de vizinhança e da construção civil.

Leia também: Morador instala fechamento de varanda com vidros espelhados na altura correta, mas a reflexão da luz solar concentrada gera ponto cego térmico que derrete o toldo sintético da casa em frente; a disputa vai parar no Juizado Especial Cível para ressarcimento do dano

O que aconteceu quando a primeira rajada de vento atingiu a estrutura?

Com a elevação do muro e a ausência de sustentação vertical, o peso da alvenaria simples passou a depender unicamente da aderência do argamassado. Bastou uma tarde de chuva com ventos moderados para expor a extrema fragilidade da obra.

A estrutura balançou, apresentou trincas verticais e vergou visivelmente em direção ao lote ao lado. O risco iminente de desabamento sobre a área de lazer do vizinho gerou pânico imediato e paralisou o convívio das famílias.

Leia Também

Morador instala fechamento de varanda com vidros espelhados na altura correta, mas a reflexão da luz solar concentrada gera ponto cego térmico que derrete o toldo sintético da casa em frente; a disputa vai parar no Juizado Especial Cível para ressarcimento do dano

Morador instala fechamento de varanda com vidros espelhados na altura correta, mas a reflexão da luz solar concentrada gera ponto cego térmico que derrete o toldo sintético da casa em frente; a disputa vai parar no Juizado Especial Cível para ressarcimento do dano

05/08/2026
Pequeno pecuarista compra picadeira de forragem seminova por R$ 14 mil para preparar a silagem do gado no período de seca, o motor trava no segundo dia de uso devido a dentes moídos na engrenagem interna e o revendedor recusa o conserto

Pequeno pecuarista compra picadeira de forragem seminova por R$ 14 mil para preparar a silagem do gado no período de seca, o motor trava no segundo dia de uso devido a dentes moídos na engrenagem interna e o revendedor recusa o conserto

31/07/2026
Lava-jato de carros compra politriz profissional seminova por R$ 1.800 para serviços de polimento, o operador sofre choque elétrico na primeira hora de uso por isolamento desgastado no cabo interno e a revenda nega suporte; o proprietário exige a devolução do dinheiro por risco grave.

Lava-jato de carros compra politriz profissional seminova por R$ 1.800 para serviços de polimento, o operador sofre choque elétrico na primeira hora de uso por isolamento desgastado no cabo interno e a revenda nega suporte; o proprietário exige a devolução do dinheiro por risco grave.

31/07/2026
Morador aproveita viagem do vizinho para construir uma garagem encostada na divisa e ultrapassa a altura do muro permitido em 1,5 metro; na volta, o vizinho prejudicado aciona a prefeitura por infração de posturas e exige a demolição da obra irregular

Morador aproveita viagem do vizinho para construir uma garagem encostada na divisa e ultrapassa a altura do muro permitido em 1,5 metro; na volta, o vizinho prejudicado aciona a prefeitura por infração de posturas e exige a demolição da obra irregular

30/07/2026

Mas afinal, o que o Código Civil realmente diz sobre construções na divisa?

A legislação brasileira impede que o direito de propriedade seja exercido de forma a prejudicar a segurança ou o sossego dos confinantes. Pelo Código Civil brasileiro, o proprietário pode levantar divisórias, mas deve respeitar normas técnicas e o direito dos vizinhos.

Quando uma parede é erguida sem a estabilidade necessária, fica configurado o vício de construção. O texto legal prevê a responsabilidade por danos materiais e autoriza o morador prejudicado a exigir o embargo ou a demolição do muro instável.

A legislação brasileira impede que o direito de propriedade seja exercido de forma a prejudicar a segurança ou o sossego dos confinantes.

As regras de vizinhança existem para proibir a liberdade de construir?

As restrições legais impostas às construções de divisa não foram criadas para limitar a autonomia dos moradores. Elas existem porque falhas estruturais graves colocam a vida das pessoas e a integridade patrimonial em risco constante.

A Constituição Federal assegura o direito de propriedade, mas condiciona esse uso à sua função social e à segurança coletiva. O limite do direito de erguer um muro termina onde começa o perigo concreto para a residência ao lado.

Como funciona a Ação Nunciatória de Obra Nova para paralisar a construção?

Para impedir que a edificação perigosa continue ou desabe, o vizinho afetado pode recorrer ao Poder Judiciário. A medida cabível é a Ação Nunciatória de Obra Nova, amparada pelo Código de Processo Civil, que permite obter uma liminar de paralisação urgente.

O procedimento judicial para conter a ameaça exige passos específicos do prejudicado:

01
Registro fotográfico: produção de fotos e vídeos detalhando as trincas e o declive da estrutura.
02
Laudo de vistoria: laudo assinado por engenheiro atestando o risco iminente de colapso.
03
Pedido de liminar: solicitação de embargo imediato sob pena de multa diária por descumprimento.

O que muda quando comparamos o muro de Sérgio com o caminho legal?

A diferença entre a obra de Sérgio e um muro de divisa seguro não está no desejo de privacidade, mas na ausência de cálculo técnico e suporte estrutural.

A comparação entre o método informal e o fluxo exigido por lei fica clara na tabela:

EtapaO que Sérgio fezO que a lei exige
Projeto Cálculo de estruturaIniciou a alvenaria sem engenheiroProjeto estrutural assinado por profissional
Sustentação Pilares de concretoEmpilhou tijolos sem colunas verticaisDimensionamento de vigas e pilares de amarra
Alvará Licença municipalErgueu três metros sem autorizaçãoObtenção de alvará de construção na prefeitura
Segurança Teste de estabilidadeIgnorou o impacto do vento na alvenariaLaudo de verificação de carga e vento

O que se aprende com a história de Sérgio?

A história de Sérgio é fictícia, mas a ameaça de muros mal estruturados é uma realidade em vizinhanças por todo o país. O desejo dele de ter mais privacidade não era o problema. O erro foi erguer uma parede de três metros sem os cálculos necessários de engenharia.

Quem realmente quer construir um muro de divisa precisa seguir esse roteiro: contratar um engenheiro habilitado, obter o alvará de construção na prefeitura local e executar a fundação com as colunas recomendadas. É um caminho mais lento do que o trabalho informal. Mas é o que garante a segurança da vizinhança e a tranquilidade da família.

Tags: Código Civildireito de vizinhançamuro de divisaobra nova
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados