INVESTIGAÇÃO

Acusados de cometer dois feminicídios em Sobradinho foram colegas de trabalho

Leandro de Barros, acusado de matar a psicóloga Melissa Mazzarello na quinta-feira (17/6), foi chefe de Osmar de Sousa Silva, suspeito de assassinar Thaís da Silva Campos quatro dias depois

Ana Maria da Silva
Mariane Rodrigues
postado em 22/06/2021 00:13 / atualizado em 22/06/2021 00:25
 (crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)
(crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

Os dois homens acusados de cometer dois feminicídios em Sobradinho em menos de quatro dias foram colegas de trabalho. O especialista em tecnologia da informação Leandro de Barros Soares, 41 anos, acusado de matar por asfixia a psicóloga Melissa Mazzarello, 41, foi chefe de Osmar de Sousa Silva, 36. Osmar é acusado de matar a ex-companheira e cirurgiã-dentista Thaís da Silva Campos, 27, nessa segunda-feira (21/6).

O delegado-chefe da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), Hudson Maldonado, disse ao Correio que investiga a proximidade entre Leandro e Osmar. "O autor do feminicídio de quinta-feira (17/6), que vitimou Melissa, havia sido chefe de Osmar há algum tempo", disse o investigador.

O crime que vitimou Melissa Mazzarello ocorreu na quinta-feira (17/6), na Quadra 7 de Sobradinho 1. Ela foi morta por asfixia durante a manhã. Por volta das 9h, Leandro esganou a companheira no banheiro da casa deles, após uma discussão. A vítima ficou caída ao lado da cama. Em seguida, ele deixou o local e trancou o imóvel. À tarde, Leandro se apresentou à polícia.

Ele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames e, depois, foi preso. Em 23 de setembro, Melissa havia pedido medidas protetivas contra o marido, na 30ª DP (São Sebastião). A vítima contou que foi agredida verbalmente e fisicamente. Com o histórico recorrente de violência doméstica, ela requereu que Leandro fosse afastado de casa e proibido de manter contato com ela. No entanto, os dois reataram o relacionamento recentemente.

No domingo (20/6), Osmar matou a ex-mulher a tiros, por volta das 18h35, na Quadra 14 de Sobradinho 1. Ele só foi preso por volta das 17h30 dessa segunda-feira (21/6), pouco antes de se entregar, acompanhado por um advogado, na 31ª DP (Planaltina).

O acusado atuou como colaborador terceirizado da área de tecnologia no Tribunal de Contas da União (TCU) até agosto de 2020, quando teve o contrato encerrado. Ele também tinha passagem pela polícia por descumprimento à Lei Maria da Penha, em 2016, segundo o delegado Hudson Maldonado.

Onde pedir ajuda?

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul e Praça da Estrela, em Ceilândia
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

 

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação