EXTORSÃO

PM prende falsos policiais federais que extorquiam estrangeiros no DF

Informações preliminares apontam que uma mulher e dois homens foram detidos. Eles agiam em Ceilândia e foram encontrados com uma pistola e camisetas da PF, além de R$ 3.346

Ana Isabel Mansur
postado em 09/10/2021 22:15 / atualizado em 09/10/2021 23:47
 (crédito: PMDF/Divulgação)
(crédito: PMDF/Divulgação)

O Batalhão de Policiamento Tático Motorizado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu, na noite deste sábado (9/10), três suspeitos que se passavam por policiais federais. Apurações preliminares da PMDF apontaram que os detidos extorquiam estrangeiros, entre colombianos e chineses, além de comerciantes.

A operação ocorreu na QNM 1, em Ceilândia, por volta de 20h. Os suspeitos vestiam roupas da Polícia Federal e portavam falsas identidades da corporação. Com os detidos, foram apreendidos um simulacro de arma, uma pistola Taurus e R$ 3.346. Segundo a Polícia Militar, os homens e a mulher são maiores de idade e foram levados à Superintendência da Polícia Federal.

Abordagem

Os policiais estranharam o comportamento do homem uniformizado como um agente. Ele entregou uma arma para a mulher, que subiu rapidamente a escada de uma loja. O suspeito apresentou uma falsa identidade de policial e tentou convencer os PMs que era um agente.

Enquanto isso, a suspeita trocou de roupa dentro da loja e, quando foi encontrada pela equipe da Rotam, já estava sem o uniforme. Os policiais, depois de autorizados pela dona do estabelecimento, fizeram buscas no local e encontraram, além do dinheiro, das camisetas da PF, da arma e do simulacro de pistola, oito celulares. A mulher também portava uma identidade funcional falsa.

Um segundo homem, também uniformizado, aguardava a dupla e foi abordado. Ele tinha passagem por identificação falsa.

Na casa de um dos suspeitos, a polícia encontrou carregadores da pistola, munições e dinheiro trocado. O grupo acabou confessando que extorquia comerciantes — as últimas vítimas foram em Ceilândia e Valparaíso (GO), onde o alvo foram colombianos. Eles exigiam vantagens para que as vítimas pudessem trabalhar.

O trio e duas testemunhas foram encaminhados para Superintendência da Polícia Federal, onde está sendo registrada a ocorrência.

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