Morte

Morre idosa atropelada por adolescente em Ceilândia, aos 67 anos

Ivonete Marcelina estava internada em estado grave desde a última segunda-feira (25/10). "Alguma coisa tem de ser feita", cobra filha. Vítima foi atropelada, por um adolescente, enquanto atravessava faixa de pedestres em Ceilândia

Pedro Ibarra
postado em 31/10/2021 13:11 / atualizado em 02/11/2021 16:28
Ivonete ficou internada em estado grave por sete dias -  (crédito: Arquivo pessoal)
Ivonete ficou internada em estado grave por sete dias - (crédito: Arquivo pessoal)

Morreu, aos 67 anos, Ivonete Marcelina, idosa que foi atropelada por um adolescente de 16 anos em uma faixa de pedestres em Ceilândia na última segunda-feira (25/10). Segundo a filha Alessandra Araújo, 45, a dona de casa morreu às 18h desse sábado (30/10).

“Minha mãe não merecia isso”, lamentou Alessandra, em declaração ao Correio. A psicóloga descreveu a situação como “muito ruim e pesada.” Segundo a filha, a família está lidando com as questões para o enterro da mãe. “Está difícil ter de preparar tudo, escolher o ritual, porque tudo isso significa que ela não está mais no meio da gente”, condoeu-se.

Ivonete voltava da fisioterapia a pé em Ceilândia e, ao atravessar a faixa de pedestres, foi atingida por um carro. O veículo era guiado por um jovem de 16 anos, não habilitado. De acordo com a família, o adolescente não prestou socorro, mas ficou em um quiosque próximo ao local do ocorrido.

No dia do acidente, a idosa foi encaminhada para o Hospital de Base, onde deu entrada às 15h, e na mesma noite foi transferida para unidade de tratamento intensivo (UTI), em coma grau 3, o mais grave segundo os médicos. Ela permaneceu em estado grave, porém estável, até a tarde de sábado, quando a família foi avisada que a situação tinha se agravado. Por volta das 18h30, Alessandra foi avisada que a mãe havia morrido 30 minutos antes.

Pedido por justiça

“Alguma coisa tem de ser feita”, clamou a psicóloga, destacando que a família cobra responsabilização do condutor pela morte de Ivonete. “Começa a ser suscitado no nosso coração essa angústia muito grande de ela ter sido assassinada. Porque não foi acidente, foi um assassinato. Um adolescente pegou um carro inconsequentemente e tirou a vida da minha mãe”, cravou Alessandra.

A família do jovem continua em silêncio, sem declarar nada sobre a situação. A psicóloga relatou que ela e a família não foram procurados desde o atropelamento, à exceção de uma conversa presencial entre um familiar do adolescente e o cunhado de Alessandra, logo após o caso ganhar repercussão na mídia.

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