Trânsito

Motorista bêbado dirige na contramão e mata homem de 38 anos no DF

Caso aconteceu em Taguatinga e a vítima era um motociclista que morreu no local. Condutor vai responder por embriaguez ao volante e homicídio doloso

Edis Henrique Peres
postado em 29/11/2021 12:15
 (crédito: Bárbara Cabral/CB/D.A Press)
(crédito: Bárbara Cabral/CB/D.A Press)

Um homem de 23 anos foi preso após dirigir bêbado e matar um motociclista em Taguatinga. O caso aconteceu no Setor C Sul, e segundo informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o condutor do carro estava na contramão e sob efeito do álcool quando aconteceu a colisão fatal com um motociclista, na manhã deste domingo (28/11).

Identificado como Fábio Freire Pontes, de 38 anos, a vítima passava próximo às obras do novo túnel da região administrativa. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado, mas Fábio não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O condutor fez o teste de bafômetro e mediu 0,57 miligramas de álcool por litro de ar expelido, índice acima do limite para ser considerado crime, de 0,33 mm/l. Ele foi autuado por embriaguez ao volante e homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Após a colisão, o motorista se queixou de dores nas costelas e foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia. Descartado possíveis lesões, ele foi encaminhado para a 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), o motorista não tem antecedentes criminais e vai continuar preso até a audiência de custódia.

Lealdade

Fábio deixa a esposa e dois filhos, além de vários amigos e familiares que ainda tentam aceitar a perda precoce. Quando foi atingido pelo carro do motorista bêbado, ele estava indo para o SOF Norte, onde trabalhava como frentista.

“Ele era muito leal. A gente se conhecia desde 2005, éramos amigos de futebol, da adolescência. Estudamos juntos. Era trabalhador e pai de família. Amigo de todas as horas, quando a gente precisava ele sempre estava do nosso lado”, conta Filipe Lenon, 32 anos, vigilante e morador de Ceilândia.

Filipe detalha que os familiares ainda não conseguem aceitar o que aconteceu. “Acordamos no domingo com essa tragédia. Todo mundo está sem entender, muitos estão sem conseguir dormir”, finaliza.

 

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